Com a chegada do inverno, muita gente acredita que os riscos causados pela exposição solar diminuem. Afinal, os dias ficam mais frios, o céu costuma permanecer encoberto por mais tempo e a sensação de calor deixa de ser uma preocupação constante.
No entanto, dermatologistas da PinkMed alertam que essa percepção pode levar a um dos erros mais comuns da estação: abandonar ou reduzir os cuidados diários com a proteção da pele.
Embora o verão seja frequentemente associado ao surgimento de manchas, o inverno também apresenta fatores que contribuem para o agravamento de condições como melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória e escurecimento de áreas já sensibilizadas. Isso acontece porque a radiação ultravioleta continua presente mesmo nos dias frios ou nublados, além de outros elementos ambientais que passam despercebidos pela maioria das pessoas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), até 90% dos sinais visíveis de envelhecimento da pele estão relacionados à exposição solar acumulada ao longo da vida. A entidade também reforça que a radiação ultravioleta atravessa nuvens e continua impactando a pele mesmo quando não há sensação de calor ou incidência direta do sol. “O inverno cria uma falsa sensação de segurança. Muitas pessoas deixam de reaplicar o protetor solar porque acreditam que estão protegidas apenas pelo fato de o dia estar nublado ou mais frio. A radiação continua presente e pode estimular o escurecimento das manchas da mesma forma”, explica Josy Sasaki, médica dermatologista parceira da PinkMed.
No caso do melasma, condição que afeta principalmente mulheres e se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras no rosto, os cuidados precisam ser ainda mais rigorosos. Isso porque o problema possui origem multifatorial e pode ser agravado não apenas pela exposição solar, mas também pela luz visível emitida por telas, celulares, computadores e iluminação artificial.
Outro fator comum durante o inverno é o aumento do ressecamento da pele. Banhos mais quentes, menor ingestão de água e queda da umidade do ar contribuem para comprometer a barreira de proteção natural da pele. Quando isso acontece, processos inflamatórios podem se intensificar, favorecendo o aparecimento ou agravamento de manchas em algumas pessoas.
A estação, por outro lado, também costuma ser considerada uma das melhores épocas do ano para iniciar tratamentos dermatológicos mais intensivos. Procedimentos como peelings químicos, lasers e tecnologias voltadas para rejuvenescimento costumam ser realizados com maior frequência nesse período justamente porque existe menor exposição solar direta durante a recuperação da pele.
Para Josy Sasaki, essa combinação de fatores faz com que o inverno seja uma estação estratégica para quem deseja tratar manchas, desde que os cuidados básicos sejam mantidos. “Muitas pessoas acreditam que basta fazer o procedimento e esperar o resultado. Na prática, o sucesso do tratamento depende diretamente da rotina de proteção solar, hidratação e acompanhamento médico adequado.”
A busca por informações confiáveis também se tornou uma preocupação crescente. Nas redes sociais, não faltam receitas caseiras, promessas milagrosas e tratamentos divulgados sem respaldo científico para clarear manchas ou eliminar o melasma.
O problema é que algumas dessas práticas podem causar irritações, queimaduras e até piorar o quadro de pigmentação. Pensando nisso, cresce a importância de procurar orientação especializada antes de iniciar qualquer tratamento.
Plataformas como a PinkMed ajudam pacientes a encontrar dermatologistas qualificados e profissionais com experiência comprovada, oferecendo mais segurança na busca por procedimentos estéticos e tratamentos dermatológicos.
A mensagem dos especialistas é simples: o inverno não é uma pausa para os cuidados com a pele. Pelo contrário. A estação pode representar uma excelente oportunidade para tratar manchas e prevenir o envelhecimento precoce, desde que a proteção solar continue fazendo parte da rotina diária. Afinal, quando o assunto é saúde da pele, o frio nem sempre significa menos risco.