Chegar aos 60 anos já não significa desacelerar, pelo contrário, cada vez mais brasileiros mantêm uma rotina ativa, praticam musculação, caminhada, corrida, ciclismo, natação, beach tennis e outras modalidades como parte de um estilo de vida voltado ao bem-estar e à longevidade. Nesse cenário, preservar a capacidade física passa a depender não apenas da frequência dos exercícios, mas também da saúde metabólica.
Segundo o médico Matheus Farani, especialista em saúde metabólica, composição corporal e equilíbrio hormonal, compreender como o organismo funciona torna-se fundamental para manter força, disposição e qualidade de vida ao longo do envelhecimento. “Com o passar dos anos, é natural que ocorram mudanças na composição corporal, na produção hormonal e no metabolismo. O objetivo não é impedir esse processo, mas entender como ele acontece e desenvolver estratégias para preservar a funcionalidade, a autonomia e a capacidade de continuar fazendo aquilo que a pessoa gosta”, explica.
A partir da sexta década de vida, a perda progressiva de massa muscular, conhecida como sarcopenia, pode comprometer equilíbrio, força, mobilidade e recuperação após atividades físicas. Além disso, alterações hormonais, inflamação crônica de baixo grau, distúrbios do sono e mudanças no gasto energético influenciam diretamente o desempenho físico e a disposição para manter uma rotina ativa.
Para Farani, o exercício continua sendo um dos pilares do envelhecimento saudável, mas seus resultados dependem de uma abordagem integrada. “Atividade física é indispensável, mas ela faz parte de um contexto maior. Alimentação, qualidade do sono, composição corporal, saúde hormonal, metabolismo e acompanhamento médico caminham juntos. Quando esses fatores são avaliados de forma individualizada, conseguimos orientar estratégias mais consistentes e seguras para cada fase da vida”.
Essa é justamente a proposta do Instituto Faros, clínica idealizada pelo médico em Salvador e dedicada à medicina metabólica e à promoção da longevidade. O acompanhamento considera diferentes aspectos da saúde de cada paciente, incluindo histórico clínico, rotina, composição corporal, níveis de energia, hábitos de vida e objetivos pessoais. A clínica utiliza recursos como bioimpedância de alta precisão e calorimetria indireta para compreender o funcionamento metabólico de cada organismo, permitindo que as decisões clínicas sejam baseadas em dados objetivos e não apenas em protocolos padronizados.
Para o especialista, envelhecer bem significa preservar a capacidade de viver com independência. “Hoje, muitas pessoas acima dos 60 anos desejam continuar viajando, praticando esportes, convivendo com a família e mantendo uma rotina ativa. O foco da medicina metabólica não é formar atletas, mas ajudar cada paciente a preservar sua funcionalidade, reduzir fatores de risco e envelhecer com mais saúde e autonomia”. O acompanhamento metabólico pode contribuir para que a atividade física continue sendo uma aliada da saúde ao longo dos anos, respeitando as características, os objetivos e as necessidades de cada pessoa.