O Outubro Rosa reforça anualmente a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também pode servir como ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre a saúde feminina: por que tantas mulheres ainda deixam o próprio cuidado em segundo plano? Especialistas defendem que a prevenção não deve ficar restrita às mamas, à saúde ginecológica ou ao mês de outubro, mas acompanhar a mulher ao longo das diferentes fases da vida.
Entre família, filhos, carreira e as responsabilidades do cotidiano, consultas, exames e mudanças de hábitos muitas vezes acabam sendo adiados até o surgimento de algum sintoma. Para a médica ginecologista Cláudia Lacerda , do Núcleo GAB – Medicina Integrada, romper esse ciclo passa por compreender a saúde feminina de maneira contínua e integrada.
“O Outubro Rosa é muito mais do que lembrar de fazer exames. É um convite para que a mulher volte a ocupar o centro do próprio cuidado. Prevenção significa conhecer o próprio corpo, manter acompanhamento médico e olhar também para metabolismo, hormônios, alimentação, músculos, ossos e qualidade de vida”, afirma.
Cuidado em todas as fases
As necessidades de saúde mudam ao longo da vida. Por isso, segundo Cláudia Lacerda, o acompanhamento deve considerar idade, histórico familiar, estilo de vida e condições individuais, sem limitar a prevenção a uma única especialidade ou doença.
Além da atenção às mamas e à saúde ginecológica, fatores como composição corporal, alimentação, sono, equilíbrio metabólico, massa muscular, saúde óssea, alterações hormonais e bem-estar emocional podem influenciar diretamente a qualidade de vida e a longevidade.
Para Cláudia Lacerda “Esperar o corpo apresentar um problema para começar a cuidar da saúde é uma lógica que precisamos modificar. Quanto mais cedo identificamos fatores de risco e acompanhamos as mudanças que acontecem ao longo da vida, maiores são as possibilidades de agir de forma preventiva e individualizada”, destaca o médico.
Para além de outubro
A proposta é transformar a mobilização provocada pelo Outubro Rosa em estímulo para uma mudança permanente de comportamento, incentivando mulheres a manter consultas e exames de rotina, observar sinais do próprio corpo e adotar hábitos que favoreçam a saúde no longo prazo.
“Outubro passa. O cuidado precisa continuar. A prevenção precisa fazer parte da rotina e não acontecer apenas quando surge um sintoma ou durante uma campanha de conscientização”, completa Cláudia .
Com proposta de atendimento integrado e individualizado, o Núcleo GAB – Medicina Integrada reúne diferentes especialidades e áreas voltadas à prevenção, saúde e longevidade. A abordagem considera as particularidades de cada paciente e integra aspectos como saúde metabólica, ginecologia, nutrição, composição corporal, hormônios e acompanhamento médico ao longo das diferentes fases da vida.