Morreu nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, em São Paulo, o dramaturgo e autor de telenovelas Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos. Nascido em Gália, interior de São Paulo, em 17 de abril de 1931, começou a carreira como jornalista e publicitário antes de migrar para a televisão. Sua estreia na dramaturgia foi com as novelas Somos Todos Irmãos e O Anjo e o Vagabundo, ambas de 1966, na extinta TV Tupi. Foi, no entanto, na TV Globo que ele construiu uma trajetória marcante, tornando-se referência na abordagem do universo rural brasileiro, sua grande assinatura autoral.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Benedito escreveu obras que se tornaram marcos da teledramaturgia nacional. Entre seus grandes sucessos estão Os Imigrantes (1981), Paraíso (1982), Sinhá Moça (1986), Pantanal (1990) — novela que, recusada pela Globo, foi levada à extinta Manchete e se tornou um fenômeno de audiência —, Renascer (1993), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999). Com um estilo que valorizava a cultura caipira, as tradições do campo e os conflitos de família, ele conquistou o público e a crítica, colecionando prêmios e sucessos de bilheteria.
Benedito Ruy Barbosa deixa um legado de mais de 20 novelas e séries que marcaram gerações e continuam sendo reprisadas e adaptadas até hoje — Pantanal e Renascer, por exemplo, ganharam novas versões recentemente. O autor estava com a saúde fragilizada nos últimos anos, tendo enfrentado internações por infecção urinária. A notícia de sua morte encerra um capítulo importante da história da TV brasileira, mas sua obra permanece viva na memória afetiva do público.