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Saúde

Dor crônica e ansiedade: entenda como o sofrimento físico pode afetar a saúde mental

Foto | Divulgação

Sentir dor constante não é apenas um problema físico. Segundo uma nova revisão de estudos da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, publicada em março no periódico JAMA, cerca de 40% das pessoas com dor crônica também apresentam quadros de ansiedade ou depressão. A descoberta reforça algo que especialistas em saúde mental já observam há anos: o impacto emocional de uma dor que nunca cessa pode ser tão debilitante quanto a própria condição médica.

“A dor crônica ativa áreas do cérebro ligadas às emoções, como o sistema límbico. Quando essa dor é recorrente e sem alívio, o corpo entra em estado de alerta constante, o que pode desencadear ou agravar transtornos de ansiedade”, explica Ana Chaves, psicanalista e neurocientista especializada no funcionamento do cérebro humano.

Para Ana, o sofrimento contínuo sem perspectiva de melhora pode fazer com que o paciente se sinta impotente, frustrado e até mesmo isolado. Esse quadro contribui para o aumento da ansiedade e, em muitos casos, da depressão. “Não é raro que o paciente com dor crônica passe a evitar compromissos, perca o interesse por atividades prazerosas e sinta medo constante de que a dor piore. Esse comportamento pode criar um ciclo difícil de romper”, afirma.

Conexão

A conexão entre mente e corpo já é reconhecida pela ciência. Quando o sofrimento físico se junta a sintomas emocionais, o tratamento precisa ir além dos analgésicos. “Cada pessoa sente e lida com a dor de maneira diferente. Por isso, o cuidado deve ser individualizado e considerar aspectos físicos, emocionais e sociais”, defende Ana Chaves.

Ela explica que um modelo ideal de tratamento é o interdisciplinar, que inclui médicos, psicoterapeutas, fisioterapeutas e outros profissionais. Técnicas como a terapia cognitivo-comportamental, a meditação – ou mindfulness – e a psicanálise podem ser aliadas importantes para reduzir o sofrimento emocional associado à dor física.

“A neurociência mostra que é possível treinar o cérebro para lidar melhor com a dor e reduzir os sintomas de ansiedade. O primeiro passo é buscar um diagnóstico adequado e um plano de tratamento que respeite a singularidade do paciente”, orienta Ana.

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