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Cinema

Crítica – “Thor: Amor e Trovão”

Os filmes de Thor sempre foram os mais fracos – e sisudos – do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Até a chegada do excelente e “maluco” diretor e roteirista Taika Waititi em “Thor: Ragnarok”, de 2017. O herói, que passou a flertar com a comédia neste terceiro capítulo, mas ainda tinha alguns ‘ranços’ dos filmes da Marvel, se entregou totalmente a paródia – e Waititi mostra que tem o controle total do filme – em “Thor: Amor e Trovão”, que chega aos cinemas nesta quinta-feira.

O longa mostra Thor retomando à velha forma – lembrem-se que ele termina o último filme dos Vingadores com barriga de chopp – e atuando ao lado dos Guardiões das Galáxias. Porém, os Deuses de todo os universos começam a ser assassinados e Thor é convocado para enfrentar Gorr, o Carniceiro dos Deuses (interpretado por Christian Bale). Para isso, vai contar com a ajuda de Janes Foster (agora, a Poderosa Thor, vivida por Natalie Portman), Valquíria (Tessa Thompson) e Korg (Taika Waititi).

Com uma história bem amarrada e, principalmente, rápida, “Thor: Amor e Trovão” se beneficia de que todos já conhecem seus personagens e suas dinâmicas. Mas, ainda assim, pode entreter quem não é acostumado ao UCM, pois fala sobre o amor e a fé cega nas religiões, com muita comédia.

Basicamente, as partes mais sérias são as que envolvem o “vilão” Gorr. E, nessas horas, vê-se claramente porque Christian Bale é o melhor ator da geração dele. Todo o sofrimento e dor do personagem pode ser visto pelas expressões de Bale, mesmo sob pesada maquiagem. Outro ator que entra no universo Marvel, mas de forma cômica – como nunca vimos antes – é Russel Crowe. O ator claramente se diverte interpretando o fanfarrão Zeus.

A trilha sonora também ajuda na jornada, já que é basicamente formada por grandes clássicos da banda Guns N’ Roses. Claro que tem duas cenas pós-créditos, como está se tornando habitual na Marvel.

“Thor: Amor e Trovão” é uma bem-vinda aventura que acrescenta pouco para o UCM e, por isso, dá para curtir sem se preocupar em o que vai acontecer no próximo filme ou quais séries ou longas precisamos ver para entender. E é o melhor filme do filho de Odin.

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