A Orquestra Sinfônica da Bahia retorna ao Cine Teatro Solar Boa Vista no dia 26 de abril (domingo), às 11h, para uma nova edição do OSBA Solar, série que leva apresentações matinais da orquestra ao teatro localizado no Engenho Velho de Brotas. A regência será do maestro convidado Yuri Azevedo, com solos do flautista Lucas Robatto e do clarinetista Pedro Robatto. Os ingressos serão vendidos pelos valores de R$30 (inteira) e R$15 (meia), com vendas abertas no dia 22 de abril (quarta-feira), às 14h, pela plataforma Sympla.
No programa, a orquestra interpretará as obras “Abertura em Dó Maior”, da alemã Fanny Mendelssohn-Hensel (1805-1847); a “Sinfonia nº 4 em Lá Maior”, do alemão Felix Mendelssohn (1809-1847); “Concerto Miudinho para Flautas e Cordas”, do baiano Paulo Costa Lima (1954); e “Choro para Clarineta e Orquestra”, do paulista Camargo Guarnieri (1907-1993).
Regente desta edição do OSBA Solar, o maestro Yuri Azevedo iniciou seus estudos musicais em Salvador com 11 anos de idade, nas oficinas na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. Integrou a exclusiva lista de bolsistas do Festival de Inverno de Campos do Jordão, foi o primeiro regente a receber o “Prêmio Eleazar de Carvalho”, considerado um dos mais importantes da música clássica na América Latina. Também foi vencedor do concurso “Jovens Regentes” promovido pelo Theatro Municipal de São Paulo.
Solista do “Concerto Miudinho para Flautas e Cordas”, de Paulo Costa Lima, o flautista Lucas Robatto comenta que “a composição tem esse nome por causa da célula rítmica do samba miudinho e por ser um concerto curto. Paulo escreveu essa peça no início de 2025 e tive a honra de trabalharmos juntos. Uma das marcas mais fortes é a questão da diversidade, pois alterna momentos de referência à cultura popular com toda a sonoridade e as técnicas de composição de vanguarda, criando um panorama musical muito rico e dinâmico”.
Já o clarinetista Pedro Robatto será solista em “Choro para Clarineta e Orquestra”, obra de Camargo Guarnieri, um compositor que explorou o diálogo entre vertentes da nossa música popular, como o Chorinho, e a linguagem orquestral europeia. “Essa obra explora bastante a virtuosidade do instrumento, da clarineta, tocando cadências elaboradas, além da parte rítmica muito forte. Nela a orquestra faz um contraponto muito interessante com mistura de timbres e ritmos de percussão”, afirma Pedro.



















