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Crítica – Predador: Assassino de Assassinos

Depois de dar novo fôlego à franquia com O Predador: A Caçada (2022), o diretor Dan Trachtenberg retorna ao universo dos yautja (a raça dos predadores) nesta antologia animada Predador: Assassino de Assassinos. A narrativa acompanha três histórias que se passam em épocas diferentes e mostram a presença dos predadores em nosso planeta o longo da história humana.

Quem mata os matadores?

A primeira história se passa no período dos vikings, com a guerreira Ursa liderando seu povo em uma campanha para se vingar daqueles que mataram seu pai. A segunda acontece no Japão feudal, com os irmãos Kenji e Kiyoshi lutando entre si pela herança do pai. A terceira é durante a Segunda Guerra Mundial com o mecânico Torres descobrindo que as aeronaves de seu porta-aviões estão sendo abatidas por uma nave que não pertence aos inimigos.


São narrativas relativamente simples, similares até, no sentido que todas são sobre pessoas que agem para provar o próprio valor e acabam no meio de um confronto com os predadores, precisando usar a astúcia e habilidade para sobreviver. O melhor talvez seja a segunda história, quase sem diálogos e se apoiando na atmosfera e na construção visual para desenvolver a rivalidade entre os dois irmãos e a urgência da batalha contra o predador. O que essas três histórias fazem muito bem é entender o apelo desse universo. Por anos os fãs pediam um filme do Predador situado no antigo Japão ou no período dos vikings e aqui vemos o porquê da ideia de vermos os yautja caçando diferentes guerreiros ao longo da história humana pode ser interessante.

A franquia sempre teve seu maior apelo em estabelecer os yautja como caçadores letais que usavam tecnologia avançada e táticas de caça para dizimar com facilidade seus adversários até o ponto em que um humano é levado ao limite de sua esperteza para tentar superar esse caçador letal. Aqui, as três histórias fazem isso muito bem ainda que nenhum dos protagonistas, em parte pelo pouco tempo de tela de cada um, sejam tão interessantes quanto a Naru de O Predador: A Caçada.

Caçada sangrenta

A animação tem sua parcela de problemas, em especial pelo senso de movimento que em algumas tomadas parece estar em poucos quadros por segundo ou faltando frames de animação entre um movimento e outro, provavelmente para caber no orçamento relativamente baixo da produção. Isso não significa que ela seja visualmente ruim, no entanto. O filme compensa suas limitações com designs marcantes para seus personagens e também com coreografias de ação bastante criativas que exploram a engenhosidade dos humanos e a tecnologia letal dos yautja.

Se os filmes anteriores mostravam predadores bem similares em aparência e em armas, aqui cada história mostra diferentes yautja e recursos tecnológicos variados que se desenvolvem ao longo dos séculos que separam cada história. Do enorme predador que enfrenta Ursa ao predador que caça suas presas do cockpit de sua nave na história de Torres, vemos os diferentes estilos de caçador da espécie. A ação é sangrenta e ressalta a natureza implacável dos yautja e a eficiência letal de suas ferramentas de caça, fazendo cada ataque evitado pelos protagonistas soar como um breve momento de vitória e um testamento das habilidades deles.

A intensidade da ação se amplifica no clímax que reúne os três personagens em um embate intenso no planeta dos predadores no qual temos a sensação de que ninguém está seguro e qualquer um deles pode morrer. Por outro lado, acho que o filme peca ao explicar demais sobre a sociedade dos yautja, já que eles são o tipo de ameaça que funciona melhor quando sabemos pouco a respeito deles e há certo mistério ao redor deles.

Mesmo que tenha falhas, Predador: Assassino de Assassinos ao menos entrega o que promete com suas três histórias que mostram suas criaturas agindo em diferentes períodos históricos e a intensidade sangrenta de suas caçadas.

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