Cá para nós, depois da brilhante trilogia Toy Story, era necessário ter um quarto episódio? Não, né? Mas foi lindo ver o arco de Woody e sua turma. A quinta aventura, que estreia nesta quinta-feira, 18, ninguém pediu.
Nessa nova trama, a adorável Bonnie ganha um tablet inteligente chamado Lilypad, deixando seus bonecos de lado, pois sofre bullying quando suas amigas virtuais descobrem que ela ainda brinca com brinquedos. Para manter a relevância, Buzz e Jessie precisam arquitetar um plano para reafirmar seu espaço e fazer Bonnie ter menos tempo de tela.
Quando você vê que, na direção e no roteiro, tem Andrew Staton (dos geniais Wall-E, Procurando Nemo e de todos os Toy Story), não era nem para temer nada dessa nova aventura. Ao lado dele, McKenna Harris (de Elementos). E que dupla. Tudo de aventura e ótimas sacadas presentes nessas outras animações se fazem presente em Toy Story 5, que mantém o nível altíssimo, tanto graficamente, como em história. É a típica animação da Pixar/Disney, que agrada as pessoas de todas as idades.
A discussão sobre tempo de tela das crianças é feita de forma leve, mas direta. Também questiona as amizades virtuais, que são feitas aleatoriamente, sem, muitas vezes, ter realmente uma afinidade, mas simplesmente “fazer parte da turma”. Os personagens, como sempre, são adoráveis – até os “vilões”. É incrível a riqueza de detalhes e sentimentos que Toy Story consegue trazer a cada filme. Mesmo a participação meio obrigatória de Woody, claramente apenas porque um Toy Story sem ele seria impensável, soa orgânica com a história.
Toy Story 5 prova que, embora não soubéssemos que precisávamos de mais uma jornada, a Pixar/Disney sempre sabe como nos emocionar, transformando o dilema moderno das telas em uma ode atemporal à amizade real. É um filme que transborda alma, técnica e coração, reafirmando que o lugar desses brinquedos não é no fundo do baú, mas na história do cinema.
Be the first to leave a review.