A Orquestra Sinfônica da Bahia apresenta o “Concerto dos Namorados” nesta quinta-feira (11/06), às 19h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia, no bairro dos Barris, em Salvador. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço, com acesso do público a partir das 18h.
No programa, a Orquestra interpretará as obras “Company”, do compositor norte-americano Philip Glass (1937), “Romance em Fá Maior, Op. 85”, do compositor alemão Max Bruch (1838–1920), e “Rückert Lieder GMW 39-43”, do compositor austro-boêmio Gustav Mahler (1860–1911).
Segundo Prazeres, o programa do “Concerto dos Namorados” celebra “não apenas o namoro, mas a companhia humana em suas múltiplas formas: o encontro, a escuta, a intimidade e os laços que tornam a vida mais rica e significativa”.
A apresentação abre com “Company”, de Philip Glass, composta em 1983 como música incidental para dramatização de texto homônimo do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett, posteriormente adaptada para orquestra de cordas.
Na sequência, será interpretado o “Romance em Fá Maior, Op. 85”, de Max Bruch, com solo de Serghei Iurcik, músico nascido na Moldávia (ainda, à época, parte da antiga União Soviética) e que está na Orquestra desde 2017 como chefe do naipe das violas. Para Iurcik, a obra é uma das mais apaixonantes do repertório para viola, além de se conectar profundamente com o conceito do ‘Concerto dos Namorados’.
“Essa composição de Bruch traz melodias expressivas, momentos de profunda serenidade e surtos de maior paixão. Tudo a ver com o tema do concerto. O público pode esperar uma experiência de profunda contemplação e nostalgia durante esta obra, com sentimentos de saudade, paz e amor”, diz o chefe das violas da OSBA.
Fechando o programa, a mezzo-soprano carioca Carolina Faria interpreta os “Rückert-Lieder”, de Gustav Mahler, ciclo de canções sobre poemas do poeta e escritor alemão Friedrich Rückert marcadas por uma atmosfera de delicadeza, introspecção e lirismo.
“No ciclo ‘Rückert-Lieder’, Mahler traz um caminho de delicadeza, intimidade, doçura, confiança e vulnerabilidade, tudo o que a gente quer em um encontro amoroso. Uma viagem muito delicada pelas coisas do coração”, define Carolina.