A hotelaria de luxo brasileira acabou de conquistar seu melhor resultado em um dos rankings mais observados do setor. Na edição 2026 do The World’s 50 Best Hotels, anunciada em cerimônia realizada em Paris, o Rosewood São Paulo escalou até a sexta posição geral e foi consagrado o melhor hotel da América do Sul, enquanto o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, assegurou o 29º lugar. Foram os dois únicos endereços sul-americanos a figurar entre os cinquenta melhores do planeta.
Rosewood São Paulo sobe 18 posições
O salto do Rosewood impressiona. Na edição anterior, o hotel paulistano havia ficado na 24ª colocação; agora, avançou dezoito posições e passou a dividir espaço com nomes históricos da hospitalidade mundial, como o Mandarin Oriental Qianmen, em Pequim (7º), o Upper House Hong Kong (8º) e o Aman Tokyo (11º). Instalado em um casarão recuperado no complexo Cidade Matarazzo, na Bela Vista, o empreendimento já vinha sendo reconhecido em casa: foi eleito por dois anos consecutivos o melhor hotel do Brasil na lista da EXAME.
Copacabana Palace fica em 29º
No Rio, o Copacabana Palace reafirma sua condição de ícone. Aberto em 1923 e hoje operado pela Belmond, o hotel da Avenida Atlântica atravessou um século como sinônimo de elegância carioca e, mais uma vez, aparece entre os grandes do mundo. Os dois brasileiros ficam lado a lado de propriedades como o Raffles London at The OWO, em Londres (28º), e o The Taj Mahal Palace, em Mumbai (30º).
No topo, a hegemonia é asiática e familiar. O Rosewood Hong Kong manteve a liderança pelo segundo ano seguido, é o único hotel a conservar o título desde que o ranking foi criado, em 2023, e ainda levou o reconhecimento de melhor da Ásia. Logo atrás vêm o Capella Bangkok (2º) e o Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River (3º), ambos na capital tailandesa. Completam o pódio o Atlantis The Royal, em Dubai (4º), e o Passalacqua, às margens do Lago de Como (5º), que foi o primeiro número um da história da premiação.
O mapa de 2026 se estende por 22 territórios e seis continentes, com Europa e Ásia concentrando a maior parte das vagas. Os europeus levaram a melhor nesta edição, somando 21 hotéis, puxados por Itália e França, com seis cada, e pelo Reino Unido, com quatro. A Ásia emplacou dezoito, incluindo outras duas propriedades de Bangkok: o tradicional Mandarin Oriental (10º) e o recém-chegado Aman Nai Lert (48º).
Os prêmios individuais também desenharam o retrato do luxo contemporâneo. O Hotel du Couvent, em Nice (38º), recebeu o Johnnie Walker Art of Design Award; o centenário Badrutt’s Palace, em St. Moritz, na Suíça (36º), ficou com o SeiBellissimi Art of Hospitality Award; e o Fifth Avenue Hotel, em Nova York, foi apontado como a grande aposta para o próximo ano, com o American Express Travel One To Watch Award.
A escolha não segue uma cartilha fixa. O resultado nasce da votação de uma academia com mais de 800 especialistas independentes, hoteleiros, jornalistas de viagem, educadores, viajantes de negócios e consumidores qualificados, que indicam sete hotéis em ordem de preferência, sempre entre propriedades onde se hospedaram nos últimos três anos. O processo é sigiloso e auditado pela Deloitte, responsável por garantir a integridade dos votos.
Um pouco abaixo do top 50, o Brasil ainda marcou presença na lista estendida, que vai da 51ª à 100ª posição: o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, apareceu em 77º lugar, ao lado do peruano Palacio Nazarenas, em Cusco (54º), os dois únicos sul-americanos da faixa.