Um dos espetáculos mais premiados e longevos do teatro brasileiro contemporâneo, “A Descoberta das Américas” desembarca em Salvador para uma curta temporada nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, no Teatro Sesc Casa do Comércio. As apresentações acontecem na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 17h, com realização da Julio Adrião Produções Artísticas e produção local da Carambola Produções, levando ao público baiano uma montagem que, há mais de duas décadas, emociona plateias dentro e fora do país. Os ingressos custam a partir de R$ 50 e estão à venda no Sympla e Bilheteria do Teatro
Interpretado pelo ator Julio Adrião, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator em 2005, o espetáculo completa 21 anos de circulação em 2026 e permanece como uma das mais importantes montagens do teatro narrativo brasileiro. Eleito pelo jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2005, o solo conquistou reconhecimento pela potência da atuação de Adrião e pela capacidade de transformar a simplicidade em uma experiência teatral arrebatadora. Ao longo de sua trajetória, a montagem já percorreu todas as capitais brasileiras, cerca de 100 municípios, além de 10 países distribuídos por quatro continentes, somando mais de 700 apresentações em teatros, festivais nacionais e internacionais, universidades e centros culturais.
Baseado na obra do dramaturgo e Nobel de Literatura Dario Fo, com tradução e adaptação de Alessandra Vannucci e Julio Adrião, o espetáculo acompanha a extraordinária jornada de Johan Padan, um homem simples, irreverente e extremamente engenhoso que escapa da fogueira da Inquisição e embarca em uma das expedições de Cristóvão Colombo rumo ao continente americano. Entre naufrágios, perseguições, massacres e situações limite, o personagem sobrevive graças à inteligência, ao humor e à capacidade de improvisação. Ao conviver com os povos originários, aprende seus costumes, conquista sua confiança e passa a enxergar a realidade sob uma perspectiva completamente diferente daquela imposta pelos conquistadores europeus.
Misturando humor, aventura, ironia e crítica social, “A Descoberta das Américas” revisita um dos episódios mais marcantes da história ocidental sob o olhar de um anti-herói improvável. Em vez de exaltar os grandes conquistadores, a narrativa coloca em evidência aqueles que normalmente permanecem à margem dos relatos oficiais, propondo uma reflexão atual sobre colonização, intolerância, violência, resistência e convivência entre culturas.