Ingrid Guimarães é uma das melhores atrizes de sua geração (e acho que é subestimada, merecia ser muito mais valorizada pelo cinema nacional). Depois de Minha Irmã e Eu, em que fez dupla com Tatá Werneck, e Perrengue Fashion, onde enfrentou “a selva” com Rafa Chalub, agora é a vez dela se reunir com a melhor amiga da vida real, Mônica Martelli, em Minha Melhor Amiga, que chega aos cinemas na quinta-feira, 3 de setembro.
As vidas de Julia (Martelli) e Clara (Ingrid) viram de cabeça pra baixo quando suas filhas Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), de 16 anos, partem para estudar em Lisboa. Vivendo o vazio da casa, as frustrações no trabalho e os relacionamentos em crise, as duas decidem viver novas experiências e viajam para Portugal, onde as filhas vivem a própria liberdade. Claro que as duas juntas vão passar perrengues e paixões para entender que, aos 50 anos, a vida vale muito a pena ser vivida.
Dirigido pela ótima Susana Garcia (de Minha Irmã e Eu, Minha Vida em Marte e Minha Mãe é uma Peça 3), Minha Melhor Amiga tem um roteiro simples e enxuto, mas eficaz. O foco é menos em Julia e Clara como mães e mais no lado mulheres delas, mostrando como ainda têm que se enquadrar no que seria “normal” e como isso interfere nas felicidades e relacionamentos das protagonistas. Outro ponto positivo é que, além das ótimas protagonistas, Giulia e Gabi também se mostram boas atrizes, mantendo a harmonia do filme quando aparecem.
Minha Melhor Amiga é daquelas comédias que cumprem exatamente o que prometem: leve, divertida e cheia de identificação, como todas as que envolvem a dupla de protagonistas e a diretora. A história de Julia e Clara é um lembrete de que nunca é tarde para redescobrir a própria vida e, mesmo sem inventar a roda, o filme faz algo igualmente difícil: faz o espectador sair do cinema com o coração leve e um sorriso no rosto, ainda mais das hilárias cenas de erros de gravações durante os créditos finais.
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