O livro A Guerra dos Roses, de Warren Adler, já tinha rendido uma deliciosa comédia homônima em 1990, estrelada por Michael Douglas e Kathleen Turner, e ainda tinha Danny deVito – e é possível assisti-la no Disney+. Agora, 35 anos depois, uma nova adaptação chega aos cinemas nesta quinta-feira, Os Roses: Até que a morte nos separe desta vez estrelados pelos ótimos atores Benedict Cumberbatch e Olivia Colman.
Na trama, Theo Rose (Benedict) e Ivy (Colman) decidem se separar após perceberem que o convívio estava inviável a partir do momento em que a carreira dela, uma chef de cozinha, deslanchou, enquanto a dele, engenheiro, implodiu. A coisa fica mais feroz quando ele quer ficar com a mansão que ele construiu – mas com o dinheiro dela.
Quando vemos dois grandes atores em tela, dificilmente imaginamos que um filme fique tão aquém do que prometia. E é esse o problema de Os Roses. O relacionamento do casal não é bem explorado durante a trama. O filme basicamente começa com eles fazendo sexo e, passado dez anos, casados – e já com crises. A gente não se envolve muito no romance deles, fazendo com que a gente se importe pouco. Some-se a isso a falta de química dos atores como par romântico.
O diretor Jay Roach, de ótimos filmes como Trumbo – Lista Negra e O Escândalo, conduz a trama bem, mas o grande problema é o de roteiro, escrito por Tony McNamara (que escreveu os ótimos Pobres Criaturas e A Favorita, também com Colman). Faltam momentos para a gente simpatizar com o casal. Faltam cenas divertidas. A mais engraçada, basicamente, é a audiência de separação, que dura pouco tempo.
Com ainda figurantes de luxo como Andy Samberg e Kate McKinnon, Os Roses: Até que a Morte nos Separe quer ser uma comédia de humor ácido, mas fica aquém do que poderia render, ainda mais com um filme mais antigo, ainda melhor.
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