O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) e a Petrobras celebram, em 2026, 30 anos de parceria e de sucesso na proteção e recuperação da população das baleias-jubarte. É uma parceria marcada por um compromisso conjunto com a pesquisa, conservação e desenvolvimento sustentável. Este acordo não apenas fomentou a proteção das baleias-jubarte, um dos mamíferos mais impressionantes do oceano, mas também é um exemplo de como empresas e as organizações de ciência e pesquisa podem alinhar esforços em defesa da preservação ambiental.
A história começa em 1983, durante a implantação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro do Brasil, na época ainda não se tinha conhecimento da existência das baleias na região, nas idas e vindas de pesquisadores e ambientalistas, foi constatada uma pequena população sobrevivente de baleias-jubarte no entorno do Parque. Em 1988 foi implantado o Projeto Baleia Jubarte (PBJ) como parte das ações de implantação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, visando estudar e proteger a população remanescente de baleias-jubarte. Esse Projeto foi rapidamente reconhecido pela sua importância conservacionista, uma vez que as baleias-jubarte estavam na lista de animais em risco de extinção.
Em 1996 foi criado o Instituto Baleia Jubarte para dar suporte ao Projeto Baleia Jubarte, bem como desenvolver outros projetos e programas voltados para a pesquisa das baleias e outros cetáceos, a conservação marinha e a promoção do desenvolvimento sustentável. A Petrobras percebeu que a pesquisa sobre as baleias, além de contribuir diretamente para sua preservação, poderia oferecer informações valiosas sobre o impacto das atividades humanas no Oceano Atlântico e ajudar na implementação de práticas de gestão mais sustentáveis do ambiente marinho, resolveu patrocinar as ações do Projeto Baleia Jubarte, um casamento que já dura 30 anos de parceria.
O Presidente do Instituto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, entende que “essa parceria, de longa data e, principalmente, continuada e estrategicamente evoluindo, tanto em volume como em atividades, foi fundamental para a nossa consolidação. O Brasil é um país com relativamente poucos investimentos empresariais na área de meio ambiente e então ter um parceiro assim, que a gente possa contar sempre e mantendo uma estratégia de longo prazo, nos permitiu consolidar nossa estrutura, equipe, bases de atuação, e desenvolver pesquisas de longo prazo, até porque as respostas das pesquisas com baleias também vêm a longo prazo. Então essa continuidade de parceria é que foi fundamental para os resultados que alcançamos ao longo desses 30 anos”.
Parceria em Ação
Ao longo de 30 anos, o auxílio da Petrobras ao Projeto Baleia Jubarte resultou em diversas iniciativas de pesquisa e conservação. Esses esforços incluíram o monitoramento das populações de baleias, estudos sobre seus hábitos migratórios, e avaliações sobre como as atividades humanas no mar podem afetar esses mamíferos em sua área de acasalamento e reprodução.
A Petrobras apoia o Projeto financeiramente, proporcionando os recursos necessários para garantir que os pesquisadores possam realizar suas atividades em campo. Essa assistência se traduziu em expedições marítimas, desenvolvimento de tecnologias para coleta de dados, e até mesmo campanhas educativas destinadas a conscientizar a população sobre a importância da conservação das baleias jubarte, além de ampliar as suas bases para mais áreas de atuação e seus influentes Espaços de visitação.
Para a fundadora do Instituto Baleia Jubarte, a bióloga Márcia Engel, “olhando para trás é incrível, muito gratificante acompanhar desde o primeiro apoio da Petrobras que me permitiu contratar minha primeira colega de trabalho, ter o primeiro barco de pesquisa, o primeiro carro… a cada ano a gente foi aumentando nossas conquistas, sempre com o apoio da Petrobras que foi crescendo ao longo dos anos, nos dando um apoio sólido para todo o trabalho de conservação e pesquisa.”
Para Márcia Engel, é gratificante ver que o projeto está trazendo resultados na contramão das extinções em massa de muitos animais e com o declínio da população de muitas espécies. “Todo esse nosso trabalho, todo o apoio que recebemos da Petrobras nos garantiu chegarmos a uma população de baleias bem semelhante ao que existia antes da caça, em torno de 30 mil animais. Nós mesmos, quando iniciamos o trabalho, não tínhamos noção de que conseguiríamos chegar tão longe.”.
Resultados
O resultado mais significativo dessa parceria com pesquisa e atividades de preservação é confirmado pela população de baleias jubarte na costa do Brasil. Em 1986 estimava-se uma população de 500 a 800 baleias. Hoje a estimativa é de que mais de 30 mil jubartes passem pela costa brasileira para acasalar e ter seus filhotes.
Também é cada vez maior e mais notada a aproximação das baleias da costa brasileira. Hoje as jubartes não só podem ser avistadas das praias de muitas cidades da Bahia, onde sempre foram mais frequentes, como elas acabaram por se mostrar também na costa do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Para o Vice-Presidente e também um dos fundadores do Instituto Baleia Jubarte, Enrico Marcovaldi, o Instituto Baleia Jubarte “tem uma gratidão muito grande em ter uma grande empresa como a Petrobras nos apoiando ao longo desses 30 anos. Nós temos um resultado espetacular na recuperação da população das Jubarte e a Petrobras está absolutamente inserida nesse contexto de recuperação, porque nos proporcionou ampliar o monitoramento da espécie, investindo muito na pesquisa, na educação ambiental, nos seus Espaços de visitação, capacitação e contratação de equipe técnica e funcionários.”