O Diabo Veste Prada chegou aos cinemas em 2006. Com excelentes atuações de Meryl Streep (Miranda Pristly), Anne Hathaway (Andy Sachs), Stanley Tucci (Nigel) e da então novata Emily Blunt (Emily), a adaptação do livro homônimo escrito por Lauren Weisberger foi um estrondoso sucesso ao criticar a frieza e superficialidade do mundo da moda. Agora, 20 anos depois, voltamos aquele universo com O Diabo Veste Prada 2, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de abril.
A modernidade chegou à revista Runway, comandada por Miranda, que tem que se adaptar ao universo dos clickbaits – conteúdo sem importância que serve apenas para enganar o público e gerar engajamento. Já Andy é despedida da revista em que trabalha enquanto ganha um prêmio por sua reportagem. O destino faz com que a jovem retorne para tentar salvar a Runway com suas reportagens especiais e tenha que encarar novamente Miranda.
A dupla criativa David Frankel e Aline Brosh McKenna retornam como diretor e roteirista, respectivamente. Já à vontade naquele universo, os dois se saem bem. Frankel comanda a câmera com leveza, enquanto Aline escreve diálogos e cria situações tão atuais, que diverte e nos faz refletir. Principalmente quando a personagem Andy diz: “Antigamente escrevia o que as pessoas queriam saber, agora tenho que escrever para elas clicarem”, resumindo bem como é a cabeça dos donos dos portais de notícias atuais. É bom ressaltar que, apesar da autora ter escrito A Vingança Veste Prada (2013), continuação do primeiro livro, o longa é um roteiro original, sem nada a ver com esta obra literária.
Já o elenco, está maravilhoso, como sempre. Meryl Streep nasceu para viver Miranda. Nem parece a mesma atriz que, nesse hiato entre o original e sua sequência, fez dois Mamma Mias e filmes densos. Anne Hathaway mostra uma Andy mais madura, mas ainda deslumbrada quando retorna ao mundo da moda. Emily Blunt, agora já famosa, também está segura como Emily, secretária de Miranda no primeiro filme e responsável pela marca Dior nesta sequência. Tucci também mantém toda a sua serenidade como Nigel. E, dos personagens, é o único que não apresenta uma evolução clara – mas é explicada mais para o final do filme e, em momento algum, isso o torna um personagem menor.
O Diabo Veste Prada 2 é uma deliciosa comédia que entretém e, sem dúvida, vai se juntar ao primeiro na hora de maratonar filmes, pois é leve, distrai e encanta, assim como o original, nos fazendo sair sorrindo da sala de cinema. Também toca em outros temais atuais, não é uma sequência que fica ancorada no longa anterior, pelo contrário.
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