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Cinema

Crítica – Michael

Foto | DIvulgação

Quando é anunciado que um filme precisou fazer refilmagens e teve diversos problemas nos bastidores, já acendemos o sinal de alerta: vem bomba por aí. Foi exatamente isso que aconteceu com a cinebiografia Michael, que retrata a vida do rei do Pop, e já está em pré-estreia nos cinemas a partir desta terça-feira 21. Mas, calma, o que aconteceu com o filme foram as refilmagens e problemas nos bastidores. O longa está longe de ser uma bomba.

A trama acompanha desde o início de Michael no Jackson 5 até o lançamento de Bad (1987), um dos pontos altos da carreira do artista. E aí foi um dos embates que precisou de refilmagens. O filme contaria toda a trajetória do astro, mas ficou muito longo. E para ser entendido nessa primeira parte, algumas cenas precisaram ser regravadas. Sim, Michael, foi dividido em duas partes. E, a segunda, certamente vai depender da bilheteria deste primeiro.

O filme reuniu duas mentes brilhantes: o diretor Antonio Fuqua (Dia de Treinamento, O Protetor) e o roteirista John Logan (007 – Operação Skyfall, Gladiador, O Aviador). Então, não poderia dar errado. Michael é uma bela homenagem a um dos grandes astros que o mundo já teve. Tanto graças a direção de Fuqua, quanto ao roteiro de Logan, que focou em momentos chaves na carreira do cantor em mais de 20 anos, mas de forma fluida, narrativamente eficiente. O longa é como um musical da Broadway, no ótimo sentido. Com muita música, luz, energia e superficial, principalmente nos assuntos polêmicos.

A estrutura lembra muito a de Bohemian Rhapsody (2018), com a cena inicial de Michael se preparando para entrar no palco do evento que só vai aparecer ao final do filme, assim como Freddie Mercury no filme citado. Creio que a explicação seja que os produtores – ou seja, quem banca o filme – são os mesmos dos dois longas.

Há ainda dois atores que roubam a cena. Um é o excelente Colman Domingo (um dos melhores de sua geração), que interpreta Joseph Jackson, o pai do astro. Ele amedronta a todos apenas com a chegada, não precisa nem falar nada. Certamente deve ser lembrado no Oscar.

O outro é o pequeno Juliano Valdi, que brilha como o jovem Michael. Toda a doçura e o medo do pai – a quem todos os filhos chamam pelo nome, Joseph, sem nenhum carinho – estão ali presentes, sem contar no molejo do garoto com as difíceis danças de Michael. Já como o artista na vida adulta, Jaafar Jackson, o sobrinho do rei do pop, não compromete, principalmente nas performances de dança, em que imita o tio de forma perfeita.

Apesar de não tocar em assuntos mais polêmicos da vida do astro – o que seria meio óbvio – , Michael se beneficia da junção de grandes nomes, atrás e na frente das câmeras, para ser uma bela homenagem ao rei do pop, sem deixar de lado a relação conflituosa com o pai. Além de tudo, é recheado de grandes números musicais, com os clássicos atemporais do cantor – que farão parte de sua próxima playlist.

E, ao final, o filme promete: “A história continua…”. Torcendo para a segunda parte acontecer.

Michael
8.5 /10
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