O Balé Folclórico da Bahia volta ao palco da Sala Principal do Teatro Castro Alves em 21 e 22 de novembro de 2026, com o espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. Em homenagem ao Mês da Consciência Negra, o sábado tem sessão às 20h e o domingo às 19h, com ingressos entre R$ 60 e R$ 140, já à venda no Sympla.
A temporada em Salvador acontece depois do sucesso da turnê nacional da companhia, que percorreu as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste com apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Franca, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Novo Hamburgo. As sessões na capital baiana contam com apoio do Teatro Castro Alves (TCA).
O público verá “Bolero”, de Carlos Durval; “Okan”, de Nildinha Fonseca; e “2-3-8”, de Slim Mello. O repertório clássico do grupo completa a noite com “Afixirê”, coreografia de Rosângela Silvestre reconhecida internacionalmente.
Quando e onde ver o Balé Folclórico da Bahia no TCA
As duas apresentações ocupam a Sala Principal do TCA, no Centro de Salvador, e integram a programação cultural da cidade no mês dedicado à cultura afro-brasileira. O espetáculo tem cerca de 1h40 de duração, com 20 minutos de intervalo, e classificação indicativa livre.
Ingressos, horários e preços no Teatro Castro Alves
Nas filas A a P, a inteira custa R$ 140 e a meia-entrada, R$ 70. Nas filas Q a Z11, os valores são R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia). A venda é feita na plataforma Sympla, com sessões no sábado, 21 de novembro, às 20h, e no domingo, 22 de novembro, às 19h.
Mês da Consciência Negra: arte ancestral e luta antirracista
Para o diretor geral e fundador da companhia, Walson (Vavá) Botelho, a temporada tem um significado que ultrapassa o palco: “Com os laços que temos com a África, continente-mãe, não poderíamos deixar de celebrar o mês da Consciência Negra e apresentar nossa arte ancestral inspirada na cultura e na religiosidade de matriz africana. Seguramente, somos um dos principais embaixadores da cultura popular afro-baiana para o mundo”.
Novembro é, na avaliação dele, um mês para comemorar a cultura afro-brasileira e fortalecer a luta antirracista. “A companhia tem histórico de resistência, então, vamos levar nossa arte para o palco e reverenciar a memória de Zumbi dos Palmares, nossas lutas, nossa ancestralidade e a cultura afro-baiana”, afirma.
O Balé Que Você Não Vê: estreia em 2022 e retorno a Salvador
Inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, o espetáculo teve estreia mundial em novembro de 2022, em Salvador, no TCA, após mais de dois anos sem apresentações por causa da pandemia de COVID-19. “Esse espetáculo foi montado e teve sua estreia mundial depois desse tempo sem atividade. Foi um enorme desafio, mas também uma grande celebração”, ressalta Vavá Botelho.
O diretor lembra que a primeira temporada teve o teatro lotado. “Tivemos uma curta temporada em Salvador e o público lotou o teatro nas três apresentações, estamos há quatro anos prometendo apresentar O Balé Que Você Não Vê de novo na nossa cidade”.
38 anos de história e excelência técnica do BFB
A manutenção da qualidade artística exige esforço contínuo. “A realidade da companhia envolve muita preparação e disciplina, um trabalho exaustivo e diário, é o balé que você não vê”, afirma Vavá. Ele pondera ainda que “poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”.
Além da imersão em dança, música, capoeira, canto e teatro, os bailarinos recebem preparação em dança clássica, moderna e contemporânea. Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o corpo de baile alcançou notável aprimoramento técnico-interpretativo.
A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração das pesquisas do grupo. “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”, afirma Zebrinha. Em 2026, o BFB completa 38 anos.
Ensaios públicos em escolas municipais de Salvador
Antes das apresentações no TCA, a companhia realiza dois ensaios em escolas municipais. No dia 29 de outubro, na Escola Municipal Barbosa Romeo, no bairro de São Cristóvão; e no dia 5 de novembro, na Escola Municipal Valdemar Bibiano Jorge Amado, em Piatã.
“Os ensaios em escolas ajudam a aproximar as crianças e jovens da dança e da nossa cultura afro-baiana”, afirma Vavá Botelho.