A primeira Feira de Arte Contemporânea da Bahia acontece de 12 a 15 de novembro de 2026, no Palacete Tirachapéu, na Rua Chile, em Salvador, com entrada franca. O Palacete Arte | Trama reunirá mais de 70 artistas e coletivos nos salões do edifício histórico, com exposição e venda de obras, ateliês abertos, performances e uma programação de conversas sobre colecionismo, mercado e sustentabilidade das carreiras artísticas.
A feira é uma realização Palacete Arte | Trama, com idealização e direção geral de Monique Badaró e curadoria de Stella Carrozzo. Pintura, escultura, fotografia, performance e videoarte estão entre as linguagens contempladas.
O evento integra o Palacete Arte, programa de artes visuais do Palacete Tirachapéu voltado à aproximação entre artistas e público e à valorização da produção artística baiana. “O projeto nasce para ampliar a atuação do Palacete Tirachapéu no campo da cultura, aproximando artistas e público e estimulando a circulação da produção artística baiana. Dentro desse programa, o Palacete Arte | Trama se dedica às artes visuais, reunindo exposição, comercialização e formação de novos públicos. É uma forma de contribuir para o trabalho dos artistas e fazer da arte uma presença cada vez mais próxima na vida das pessoas”, afirma Marcelo Magalhães, presidente do Palacete Tirachapéu.
Arte baiana, negociada a partir de Salvador
“Trama nasceu do meu desejo de propiciar à arte produzida na Bahia um espaço de visibilidade e de negociação a partir daqui, sem depender do aval de outros centros”, afirma Monique Badaró. Com valores entre R$ 500 e R$ 9 mil, as obras buscam alcançar também quem ainda não se reconhece como colecionador. “O modelo adotado também valoriza quem cria: 80% do valor de cada venda é repassado diretamente ao artista”, destaca.
A maioria dos participantes atua de forma independente. Sem estandes, os trabalhos ocupam os salões como uma grande exposição, que inclui artistas representados por RV Cultura e Arte, Paulo Darzé Galeria, Midlej e Galatea. A relação completa está em feiratrama.com.
A proposta combina comercialização, formação de público e troca de conhecimentos. “As artes e a cultura na contemporaneidade são atravessadas pela lógica de mercado, mas não podem, nem devem, se esgotar nela”, afirma Stella Carrozzo.
Ateliês abertos e a formação de novos públicos
Participam também Acervo da Laje, Ativa Atelier Livre, CAB (Circuito de Arte e Boteco), Pinacoteca do Beiru, Projeto Zabumba e Coletivo Zumví. Na entrada, alakás compõem a cenografia.
Nos ateliês abertos, os visitantes poderão conhecer obras em processo, materiais e ferramentas e conversar sobre as pesquisas dos artistas. “Esperamos que o diálogo possibilite desmistificar o trabalho artístico, para que se ampliem e intensifiquem as relações entre os espectadores e a arte”, explica Stella. Para Monique, essa aproximação acompanha a formação de público: “Queremos que as pessoas saiam da Feira com outra relação com a arte, tenham ou não comprado uma obra. Esta é a nossa ambição.”
Programação debate colecionismo, sistema de arte e carreiras
Além da exposição e venda de obras, haverá visitas mediadas diárias, ateliês abertos, programação literária, performances e Diálogos Interdisciplinares, aproximando artes visuais, música e literatura. Estão previstas uma performance inédita de Marcondes Dourado e outra de Ana Dumas (Missy Blecape).
Sexta, 13/11, das 17h30 às 19h30 | Colecionismo
Diálogo “Como começar uma coleção”, com apresentação de casos por colecionadores baianos. Mediação de Stella Carrozzo e participação de Josemar Antonio, Fernando Bueno, João Mascarenhas e Harley Henriques.
Sábado, 14/11, das 15h às 17h | Quem sustenta o sistema de arte?
Mediação de Alejandra Muñoz (UFBA), com Daniel Rangel (diretor técnico do Museu do Futebol, ex-diretor do MAC e curador), Thais Darzé (Galeria Darzé), João Victor Guimarães (crítico de arte independente), Janaina Selva (curadora independente), José Eduardo (Acervo da Laje) e Inês Linke (UFBA).
Sábado, 14/11, das 17h30 às 19h30 | Como construir trajetórias sustentáveis para os artistas?
Mediação de Felix Toro (Instituto Sacatar), com Lanussi Pasquali (Atelier Ativa), Carolina Câmara (Pivot), Uriel Bezerra (Funceb), Busca (CAB), Cristina de Middel (Magnum, Pé de Cobra), Uiler Costa-Santos (fotógrafo) e José Carlos Ferreira (Zumví).
Um palacete de 1917 no centro de Salvador
Erguido em 1917 como sede da Associação dos Empregados no Comércio da Bahia, o Palacete Tirachapéu foi restaurado e reúne gastronomia, lojas, eventos e exposições. Com a feira, a casa de quem trabalhava no comércio volta a abrigar trocas entre quem vive e trabalha no Centro e visitantes de outros bairros, cidades e países.
O Palacete Arte é o programa de artes visuais do Palacete Tirachapéu, que abre seus espaços a projetos em parceria com artistas, curadores, gestores culturais, galerias e instituições.