O cantor Zé Felipe anunciou nesta semana, em 29 de outubro de 2026, que foi diagnosticado com síndrome do piriforme após sentir dores fortes na região dos glúteos. Em interação com seguidores nas redes sociais, ele explicou que confundiu o incômodo com dor no nervo ciático e afirmou já estar tomando a medicação indicada.
O que Zé Felipe disse sobre a síndrome do piriforme
Zé Felipe contou que achou que a dor era no nervo ciático, mas recebeu outro diagnóstico. O cantor relacionou o quadro a exercícios repetitivos e disse que uma injeção aliviou o desconforto apenas parcialmente.
“Não era no ciático, acredita? Estou tomando o remédio certinho. É do lado do ciático, na bunda mesmo. É por causa de exercício repetitivo”, explicou o cantor. “É uma dor que parece dor de injeção, sabe? Você arrepia até a alma”, afirmou sobre o incômodo.
O que é a síndrome do piriforme
A síndrome do piriforme acontece quando o músculo piriforme inflama ou aumenta de volume e passa a comprimir o nervo ciático. Esse músculo fica profundo no quadril, na região do glúteo, e tem função essencial: estabilizar a articulação, participar dos movimentos de rotação e ajudar no equilíbrio das pernas.
Sintomas da síndrome do piriforme
O sintoma principal é uma dor profunda no glúteo, que pode irradiar pela perna até o pé — justamente o que faz o quadro ser confundido com a ciática. Também podem aparecer queimação, sensação de peso nas pernas, formigamento e perda de força.
Diferença entre síndrome do piriforme e ciática
A dor ciática é um incômodo que irradia pelo membro inferior e costuma ter relação com compressão do nervo ciático, o maior do corpo humano. Ele é formado por raízes nervosas que nascem na coluna, passam pela parte posterior do glúteo e descem pela coxa, joelho e até a ponta do pé.
A diferença está na origem: na síndrome do piriforme, a compressão acontece no músculo do quadril; na ciática clássica, geralmente na coluna. Por isso, a investigação médica busca confirmar se a origem da dor está no piriforme e não em outras condições que também comprimem o nervo, como a hérnia de disco.
Causas: exercício repetitivo e tempo sentado
Trauma no quadril ou nas nádegas e ficar muito tempo sentado estão entre os gatilhos possíveis. O problema também pode surgir por hipertrofia do piriforme, comum em atletas em fases de maior exigência — cenário que se encaixa no caso relatado por Zé Felipe —, e por anomalias anatômicas.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento
O diagnóstico depende de avaliação médica e pode incluir exame clínico e exames de imagem para diferenciar as causas. No consultório, a avaliação inclui história clínica e exame físico, e exames como radiografia e ressonância magnética ajudam a avaliar coluna, quadril, medula e discos vertebrais.
Casos leves podem melhorar com repouso e analgésicos simples, mas dor intensa ou persistente pede atendimento. A orientação é evitar a automedicação e procurar avaliação quando o incômodo limita os movimentos ou não melhora.
O tratamento pode combinar orientações posturais, remédios e reabilitação física para aliviar a compressão. Entram no plano analgésicos e anti-inflamatórios prescritos por médico, além de fisioterapia, RPG e alongamentos. A infiltração de corticoide e a cirurgia ficam para situações específicas: as injeções podem ser usadas quando a dor resiste, e a cirurgia costuma ser indicada apenas se houver déficit neurológico progressivo.
Quanto tempo dura a recuperação
A recuperação da síndrome do piriforme costuma levar de 4 a 6 semanas, mas pode chegar a 90 dias nos casos mais resistentes. A recomendação dos especialistas é seguir as orientações médicas e manter disciplina durante a reabilitação.