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Literatura

Dramaturgo Gilberto Braga ganha biografia

Gilberto Braga - Foto | Divulgação

A trajetória de Gilberto Braga daria uma novela: tragédias familiares, ascensão social, superações na vida profissional e pessoal. Nesta biografia, que conta não apenas a história de um dos maiores escritores de novela do país, mas também da própria televisão brasileira, Artur Xexéo e Mauricio Stycer mostram como o Balzac da Globo — comparação justificada pelo fato de fazer do dinheiro, da ambição e da vingança os temas centrais de suas obras — revolucionou os folhetins. Fruto de extensa pesquisa dos autores, Gilberto Braga, o Balzac da Globo chega às livrarias em janeiro pela Intrínseca.

A infância com a família na Tijuca e a juventude na Zona Sul do Rio de Janeiro foram marcantes na formação de Gilberto. Xexéo e Stycer revelam como muitas histórias presentes nas obras dele foram inspiradas em vivências próprias do novelista. Vêm daquelas épocas muitas inspirações para personagens icônicos e certas tramas, elementos que ajudaram a consagrá-lo como um retratista habilidoso das classes média e alta brasileira — com um olhar crítico, porém afetuoso e sem preconceitos ou julgamentos.

A paixão pelo cinema e os primeiros trabalhos como professor da Aliança Francesa e crítico de teatro do jornal O Globo são retratados no livro e mostram a formação cultural de Braga, que pavimentou o caminho para ele se tornar o aclamado novelista. O livro é repleto de saborosas histórias, como de que forma se deu o convite de Daniel Filho para iniciar a carreira na TV. Os primeiros casos especiais, as novelas e minisséries escritas por ele e as dificuldades pessoais que enfrentou ao longo das décadas ganham o relato cuidadoso dos biógrafos.

O leitor também tem a oportunidade de relembrar — ou conhecer — as tramas da maioria das criações de Braga, além de descobrir curiosidades sobre as produções, escalações de elenco e histórias de bastidores. Para completar o quadro, artistas que estrelaram novelas e minisséries do autor dão depoimentos esclarecedores. Ao reconstituírem a carreira de Gilberto Braga, Xexéo e Stycer mostram como ele foi pioneiro ao tratar na TV, de forma inédita muitas vezes, de temas como racismo e sexualidade. 

“Muitas qualidades foram atribuídas a Anos dourados, mas o que ficou para Malu Mader, ‘além do forte traço feminista’, foi ‘o elogio à bondade dos personagens’, segundo ela, algo incomum na obra de Gilberto. A atriz tem razão ao observar que o novelista é mais festejado como um grande criador de vilãs e vilões. Marcos e Lurdinha, apesar de bons, eram cativantes e interessantes. ‘Me orgulha ter feito uma personagem por onde ele expressou tão bem a transformação pelo amor.’ Malu conta que, assim como Lurdinha, ela própria foi se transformando ao longo da história. Durante as gravações da minissérie, decidiu sair da casa dos pais e morar sozinha. ‘Anos dourados me mostrou a dimensão mais profunda e mágica da profissão.’”

Falecido em 2021, antes de o livro ser concluído, Artur Xexéo tem sua voz ampliada em toda a narrativa, em ideias e opiniões relatadas pelo coautor, Mauricio Stycer. A obra, fascinante por si própria, se tornou uma homenagem também ao biógrafo.

Páginas: 352
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 129,90
E-book: R$ 64,90

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