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Cinema

Crítica – “Morbius”

Após o sucesso de público – não de crítica – de Venom, a Sony decidiu apostar em mais um vilão do universo do Homem-Aranha para estrelar um novo filme. Desta vez, é o vampiro Morbius, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 31. Uma observação é que a cabine de imprensa deste filme foi realizada na excelente sala Imax – a primeira da Bahia – da UCI Orient Filmes, que agora tem no Shopping da Bahia, além das duas novas salas De Lux. A qualidade de imagem e som do filme ganhou outra dimensão ao assistir o longa com essa tecnologia.

Agora, vamos ao que interessa, o filme. Gravemente adoecido com um raro distúrbio sanguíneo e determinado a salvar outros que sofrem do mesmo destino, o famoso Dr. Morbius (Jared Leto) – que rejeito até receber o prêmio Nobel – arrisca tudo numa aposta desesperada. Ele injeta em si mesmo um remédio que poderia curá-lo. Porém, a experiência o transforma em um vampiro que precisa de sangue para continuar existindo.

E assim teremos quase duas longas horas de filmes em lugares completamente escuros com lutas que não dá para entender nada. “Morbius” é basicamente isso, um filme que parece ter sido lançado diretamente para as locadoras – se fosse nos anos 90. Toda a ambientação do filme remete a filme tipo B, com qualidades técnicas discutíveis. A produção é tão pobre que praticamente não tem outros personagens. No laboratório onde Morbius e Martine, a assistente dele, trabalham, só tem eles, por exemplo, assim como outros laboratórios que eles invadem.

Mas o problema nem é esse, afinal, muitos filmes de locadora (alô galera mais jovem, era tipo uma Netflix cheia de fita VHS) eram bem divertidos. A questão é que “Morbius” é um filme modorrento, com personagens sem carisma. A gente pouco se importa com eles. E o roteiro até repete Venom, já que Morbius também enfrenta um semelhante a ele, no caso, Milo, o melhor amigo dele que também sofre de uma condição parecida com Dr. Morbius e também injeta nele mesmo a “cura”.

Jared Leto funciona em piloto automático – e ele já não tem uma grande atuação desde “Clube de Compra Dallas”, do longínquo ano de 2014. A direção de Daniel Espinosa é falha ao exagerar em planos fechados e cenas de ação onde não dá para se entender quase nada do que acontece na tela – consegue ter cenas de ação mais confusas que as de Michael Bay.

O longa ainda tem duas cenas pós-créditos que só quem vai entender é quem assistiu a trilogia do Homem-Aranha.

“Morbius” é o típico filme que você sai da sala de cinema e em 15 minutos nem lembra mais. Se o tempo de projeção fosse divertido, não teria nada demais, a questão é que o filme não cumpre o que promete. Sorte que pelo menos pudemos ver toda a tecnologia da sala Imax na Bahia.

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