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Crítica – A Tragédia de Macbeth

Eu já devo ter perdido a conta do número de adaptações diretas que a peça de Shakespeare já teve. Só em Hollywood a versão mais recente data de sete anos atrás com Macbeth: Ambição e Guerra (2015) estrelado por Michael Fassbender. Com tantas versões diferentes, o que mais me atraiu para este A Tragédia de Macbeth (disponível na AppleTV+) nem foi o elenco cheio de nomes como Denzel Washington e Frances McDormand, mas a direção de Joel Coen, já que ele, ao lado do irmão Ethan, fez alguns de meus filmes favoritos.

A trama provavelmente é conhecida por todos. O nobre escocês Macbeth (Denzel Washington) recebe de três bruxas a profecia de que irá virar o próximo rei da Escócia. Ao lado da esposa, Lady Macbeth (Frances McDormand), ele monta um ardil para matar o rei e tomar a coroa, mas se manter no poder não será fácil, com a culpa e a paranoia pairando sobre o casal.


Todo filmado em preto e branco com uma fotografia repleta de névoa e sombras que dão um caráter fantasmagórico às imagens, contribuindo para a impressão de que forças etéreas estão enredando as vidas daquelas pessoas. Há algo que remete ao modo como Dryer (do seminal A Paixão de Joana D’Arc) usava iluminação. Além disso as sombras, os sets curvos e angulosos e a maneira como a câmera enquadra esses espaços por vezes dá a esses cenários uma aparência deformada, assimétrica, como formas saídas de um pesadelo ou delírio febril, que remetem ao expressionismo alemão e ajudam a transmitir o estado de deturpação moral dos protagonistas.

O som é outro elemento usado para ilustrar o estado de Macbeth e da esposa, com repetidos sons de gotas, martelando a mente dos personagens pelo tanto de sangue que derramaram em nome do poder, ou sons de passos refletindo a paranoia de ter alguém sempre à espreita querendo usurpar o poder. Mais que isso, esses sons cujas fontes nunca vemos (Michel Chion chamaria de acusmático) ilustram a culpa que os acomete e deixam evidente para o espectador como essa culpa não deixa o pensamento deles.

Apesar de todos os méritos estéticos, é o elenco que dá sustentação ao peso dramático da trama e à degradação que atinge os protagonistas. Denzel Washington faz de Macbeth um sujeito confiante, bruto e ardiloso, mas que aos poucos, conforme comete atrocidades para se manter no poder, vai ficando cada vez mais instável. É interessante que toda a personalidade que Washington traz ao personagem também está presente na maneira como o ator se move durante as cenas de luta. Os movimentos de Macbeth são diretos, econômicos e ele não se furta a usar truques sujos (como jogar sangue no rosto de um oponente para distraí-lo) para vencer.

De maneira semelhante, o trabalho de Frances McDormand é mostrar como a ambição resoluta da Lady Macbeth vão dando lugar à loucura conforme ela se torna incapaz de se afastar da mácula sanguinolenta de sua conduta. Ao final, McDormand é quase uma morta viva, vagando pelos salões em um pranto desesperado e lamurioso como se fosse uma assombração. Além do casal principal, é preciso destacar a performance sinistra de Kathryn Hunter como as três bruxas e a intensidade que Corey Hawkins traz a Macduff.

Com uma fotografia que remete ao cinema de outrora convocando o caráter etéreo e atemporal de sua história, além de excelente elenco, A Tragédia de Macbeth consegue traduzir muito bem o senso de perdição do texto shakespeariano.

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