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Crítica – À Segunda Vista

Eu perdi a conta de quantas vezes vi e dei risada com o esquete Lying Brian da comediante Iliza Shlesinger. Em seu stand up, Iliza tinha um momento em que narrava a história de ter conhecido um homem chamado Brian durante um voo e acabou ficando amiga dele, uma amizade que se tornou namoro até que ela descobriu que tudo a respeito da vida dele, o fato de cuidar da mãe doente de câncer, de ser formado em uma universidade de prestígio ou trabalhar com fundos de investimento, tudo era uma completa fabricação. A história em si já é absurda o bastante por si só e a maneira como Iliza a contava tornava tudo ainda mais engraçado, então fiquei curioso quando soube que ela adaptaria isso em um filme neste À Segunda Vista.

Na trama, Andrea (Iliza Shlesinger) é uma comediante que sente que a carreira está estagnando. Um dia ela conhece Dennis (Ryan Hansen) em um voo e apesar dele não ser exatamente um sujeito atraente e ser um pouco esquisito, Andrea se aproxima dele por conta do jeito gentil e sincero do rapaz, eventualmente se apaixonando por ele. O problema é que as histórias que Dennis conta sobre si nunca soam convincentes e aos poucos Andrea e a melhor amiga Margot (Margaret Cho) começam a desconfiar que talvez haja algo errado com Dennis.

Iliza traz a mesma energia e acidez que tem em seu stand up comedy, enquanto que Ryan Hansen diverte com o jeito esquisito e as mentiras deslavadas (e até mesmo bem óbvias) de Dennis. A comediante Margaret Cho tem momentos engraçados apesar de sua personagem se limitar ao clichê da “melhor amiga excêntrica”. O problema é que muitas escolhas fazem pouco para desenvolver os temas principais da narrativa e a trama inclusive demora a encontrar qual o ponto que quer fazer com a história que conta.

De início parece falar sobre a necessidade de ver além das aparências, soando similar a muitas comédias românticas sobre um homem vacilão que comete vários erros, mas acaba fisgando uma mulher que seria normalmente “inalcançável” para ele. Só perto do final é que a trama chega em seu ponto principal, que era subverter os tropos desse tipo de história, mostrando que ser desajeitado ou mal sucedido com as mulheres não é de maneira alguma uma desculpa para um comportamento tóxico, mentiroso ou manipulativo. Que nenhuma mulher tem obrigação de reciprocar o sentimento de um homem só porque ele supostamente é “um cara legal” e tentar forçar um sentimento através de mentiras não é prova amor.

Tudo isso poderia render uma boa discussão, mas o filme demora a chegar nesses temas e com isso passa muito rápido por eles, por vezes recorrendo a diálogos muito didáticos e excessivamente expositivos para ilustrar seus pontos. Isso acontece principalmente quando o filme insere momentos de Andrea fazendo stand up, que mais do que mostrar a profissão da personagem, existem apenas para explicar os elementos da trama.

Outro problema é a guinada que o filme dá nos seus últimos minutos em todo o segmento do tribunal, que torna Dennis um personagem bem diferente. Até aquele ponto ele de fato era um mentiroso compulsivo, mas estava longe de ser um sujeito exatamente ardiloso ou inteligente, muitas vezes até esquecendo as próprias mentiras que tinha contado antes, soando mais como um perdedor patético e atrapalhado.

Durante todo o julgamento, no entanto, ele parece se transformar na Amy de Garota Exemplar (2014), sendo capaz de fingir com maestria e contar mentiras de maneira extremamente convincente. Essa transformação não só é inconsistente com o que foi desenvolvido até então como dá a falsa impressão de que o comportamento masculino tóxico só pode vir de sujeitos desequilibrados e sociopatas, quando, na verdade, a masculinidade tóxica é algo que afeta até pessoas que parecem inofensivas.

Apesar de momentos divertidos, À Segunda Vista demora de encontrar o que quer dizer sobre sua trama e desenvolve de maneira inconsistente alguns personagens.

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