Antes mesmo de desembarcar oficialmente no Brasil, a SHEGLAM já circulava por aqui há bastante tempo, principalmente na rotina de quem passa horas salvando referências de maquiagem no TikTok. Os produtos apareciam em vídeos de resenha, tutoriais rápidos e nas famosas compras da SHEIN muito antes de ganharem espaço físico no varejo brasileiro.
Agora, a marca finalmente transforma essa popularidade digital em operação oficial no país. A estreia acontece em 1º de junho, com distribuição em lojas de beleza, redes de departamento e farmácias espalhadas por diferentes regiões do Brasil.

Existe uma razão clara para esse movimento. A SHEGLAM cresceu acompanhando uma mudança no jeito como maquiagem passou a ser consumida nos últimos anos. Hoje, boa parte dos produtos deixa de ser descoberta em campanhas tradicionais e passa a ganhar força dentro do feed — em vídeos curtos, testes de textura e maquiagens feitas diante da câmera do celular. A estética viral virou parte do mercado de beleza.

E poucos produtos representam isso tão bem quanto o Color Bloom Liquid Blush. O blush líquido ajudou a transformar as bochechas marcadas e luminosas em uma das imagens mais repetidas da maquiagem recente. O produto ultrapassou 2,5 bilhões de visualizações nas redes sociais e virou um dos itens mais reconhecidos da marca. Outro fenômeno online é o Good Grip Hydrating Primer, primer hidratante que se popularizou no TikTok pela textura aderente usada para aumentar a duração da maquiagem.

A chegada ao Brasil inclui cerca de 150 produtos. Entre eles estão primers com efeito blur, bases de acabamento acetinado, máscaras de cílios de alto volume e coleções inspiradas em personagens como Harry Potter e As Meninas Superpoderosas — uma combinação que conversa diretamente com consumidores acostumados a misturar maquiagem, cultura pop e tendências de internet.
Os preços começam em R$ 29,90, posicionamento que ajuda a explicar o crescimento acelerado da marca entre consumidores mais jovens. Existe hoje uma demanda cada vez maior por maquiagem visualmente desejável, alinhada às tendências das redes sociais e com valores mais acessíveis do que os praticados por parte do mercado premium.

Mas talvez o ponto mais interessante da chegada da SHEGLAM ao Brasil esteja justamente fora da internet. Apesar de ter construído sua imagem dentro das redes sociais, a marca entendeu rapidamente que maquiagem ainda é uma experiência física para o consumidor brasileiro. Testar textura, descobrir subtom e observar acabamento continuam sendo etapas importantes da compra — especialmente em categorias como base, blush e primer.
Por isso, a estreia da marca no país acontece já com forte presença no varejo. Os produtos estarão disponíveis em redes nacionais como Renner e Riachuelo, além de lojas especializadas e farmácias. No Nordeste, a distribuição inclui redes como Mundo do Cabeleireiro, IAP e Exalla. Em São Paulo, os produtos chegam a pontos de venda como Soneda, Me Linda e Goya. No Rio de Janeiro, a operação inclui a Bella Ferraz. Já no Sul, a marca entra em lojas como Belshop, Ideli e Nova Era.
Hoje presente em mais de 150 países, a SHEGLAM acumulou bilhões de visualizações antes mesmo de conquistar espaço definitivo nas prateleiras brasileiras. Agora, a marca tenta fazer um movimento mais difícil do que viralizar: permanecer relevante depois que o algoritmo muda.
