A Soles, joalheria brasileira fundada em Salvador, faz sua estreia oficial com o lançamento da coleção Talismã e introduz no país uma técnica inédita de micro pintura esmaltada aplicada à alta joalheria em ouro 18k. O projeto une arte, técnicas milenares e ofício manual para criar peças que transcendem o tempo e carregam histórias e simbolismo.
Idealizada por Mariana Moreira e Caio Costa, cuja trajetória sempre orbitou o universo artístico, a Soles nasce do encontro entre sensibilidade estética, simbolismo e trabalho manual. O ponto de virada aconteceu a partir do estudo de joias renascentistas: o contato com peças esmaltadas seculares, preservadas ao longo de gerações, inspirou a busca por uma linguagem própria capaz de aliar permanência e delicadeza.
Técnica inédita e desenvolvimento
A micro pintura esmaltada é o diferencial técnico da marca. Após meses de pesquisa, testes e aperfeiçoamento, os fundadores encontraram um especialista em pintura e restauração para avançar no método. O processo envolveu controle fino de pincel, profundidade de cor, texturas e camadas, além de rigor de temperatura e tempo de secagem. O resultado é um método proprietário, voltado a durabilidade, profundidade estética e acabamento impecável — um padrão que, segundo a marca, não existia no Brasil com esse grau de minúcia na joalheria.



A Soles adota uma estética que combina elegância clássica e artesanato contemporâneo. As joias, em ouro 18k com gemas naturais, têm volumetria generosa, construções sólidas e acabamento fosco acetinado — superfície que realça o contraste com a micro pintura. Cada criação nasce com intenção: não são apenas adornos, mas talismãs que acompanham a vida e guardam memórias.
Processo criativo: significado antes do desenho
Na Soles, o significado antecede o traço. Cada coleção parte de uma narrativa que orienta símbolos, elementos e paleta estética. Na coleção Talismã, a artista Luiza (Studio Lulis) colaborou com aquarelas alinhadas à sensibilidade da marca. A partir dos esboços, a equipe transforma a arte em desenho técnico, e os fundadores definem nome e propósito de cada peça.
Daí em diante, seguem-se modelagem, fundição, lapidação e acabamento do ouro. Só então começa a etapa mais delicada: a micro pintura, realizada pela própria fundadora, em um rito de concentração — traço a traço, camada sobre camada. Cada joia leva, em média, 30 dias para ficar pronta e é entregue em estojo de madeira laqueada com interior em camurça.




















