Aérea veta vídeos a bordo: entenda a nova polêmica

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&NewLine;<p>A decisão da British Airways de proibir gravações feitas por passageiros dentro de aeronaves&comma; formalizada em suas condições gerais de transporte&comma; reacendeu o debate sobre os limites entre a privacidade da tripulação e os direitos dos consumidores&period; A medida surge em meio ao aumento da produção de conteúdo durante voos&comma; impulsionado pelo Wi-Fi a bordo e pelas redes sociais&comma; e já vem sendo adotada&comma; de forma semelhante&comma; por outras companhias europeias&period; Embora a justificativa seja proteger a integridade dos funcionários&comma; especialistas alertam para possíveis impactos na capacidade de passageiros registrarem problemas durante a prestação do serviço&period; <&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Segundo&nbsp&semi;<strong>Rodrigo Alvim&comma; advogado&nbsp&semi;atuante em defesa dos Direitos do Passageiro Aéreo<&sol;strong>&comma; a mudança não tem base em normas internacionais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Não existe nenhuma norma da ICAO&comma; da IATA ou qualquer convenção internacional que regule gravações de passageiros a bordo&period; O que a British Airways fez foi inserir a proibição diretamente nas suas Condições Gerais de Transporte&comma; com base no argumento de que o interior da aeronave não é um espaço público&period; Isso é uma política contratual&comma; não uma obrigação legal internacional”&comma; explica&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Na prática&comma; a validade dessa regra pode variar conforme o país&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Cada país vai interpretar essa cláusula de acordo com sua própria legislação&period; No Reino Unido&comma; a cabine não é considerada um espaço público&comma; o que dá mais margem para a companhia impor esse tipo de restrição&period; No Brasil&comma; essa análise passaria pelo filtro do Código de Defesa do Consumidor”&comma; afirma&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>O tema evidencia um conflito direto entre direitos fundamentais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;É uma colisão real de direitos e não tem resposta fácil&period; O tripulante tem direito à proteção de sua imagem&comma; afinal&nbsp&semi;ninguém é obrigado a ser filmado no exercício do trabalho&period; Mas o passageiro é consumidor&comma; e o CDC garante o direito à informação&comma; à transparência e à proteção contra abusos”&comma; pontua o especialista&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Quando a companhia proíbe qualquer tipo de registro&comma; ela não está apenas protegendo a tripulação&comma; mas também controlando o que o passageiro pode documentar dentro de uma relação de consumo que ocorre em um ambiente fechado e sem testemunhas externas&period;”&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>A preocupação dos passageiros com a perda de provas em casos de conflito é considerada legítima&comma; de acordo com o advogado&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Um vídeo mostrando o passageiro sendo ignorado&comma; humilhado ou mal atendido a bordo tem um peso probatório que nenhum boletim de ocorrência substitui&period; A proibição pode&comma; sim&comma; dificultar essa coleta de provas”&comma; destaca&period; Ainda assim&comma; ele ressalta que existem alternativas&comma; como registros por escrito durante o voo&comma; identificação de testemunhas&comma; documentação imediata após o desembarque e abertura de reclamações formais junto às autoridades competentes&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Apesar da tendência internacional&comma; o Brasil ainda não possui regulação específica sobre o tema&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A ANAC não editou nenhuma resolução tratando disso&period; O que existe é um equilíbrio entre o direito à privacidade e os direitos do consumidor&period; Uma proibição absoluta&comma; sem distinguir uso abusivo de registro legítimo como meio de prova&comma; tem boas chances de ser considerada abusiva pela Justiça brasileira”&comma; conclui&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>O movimento das companhias aéreas indica que o setor deve continuar ajustando suas políticas para lidar com um ambiente cada vez mais digital&comma; enquanto o debate jurídico sobre os limites dessas restrições ainda&nbsp&semi;deva encontrar&nbsp&semi;um consenso&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;

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