Na esteira do Dia Mundial do Animal de Rua, lembrado no último sábado (4 de abril), uma pesquisa revela um cenário alarmante no Nordeste: 82% da população local percebe que o número de animais abandonados em suas cidades aumentou nos últimos anos. A região obtém o índice mais alto do Brasil, acima da média nacional de 77%. O estudo “Percepções e Hábitos sobre Adoção” ouviu 1.080 pessoas em todo o país e lança luz sobre as causas e possíveis soluções para um problema que se agrava.
A percepção de que o número de cães e gatos nas ruas está aumentando é uma realidade para a maioria dos brasileiros, mas no Nordeste, o sentimento é ainda mais agudo. A pesquisa realizada por GoldeN, líder em alimentos premium especial para cães e gatos, e Opinion Box, revela que este é um desafio nacional, já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 30 milhões de animais vivam em situação de abandono no Brasil.
O estudo “Percepções e Hábitos sobre Adoção” aprofunda a questão e aponta que, no Nordeste, o principal gatilho para o abandono é a dificuldade financeira. Para 55% dos entrevistados na região, questões econômicas são o principal motivo que os levariam a devolver um animal.
Para Felipe Mascarenhas, Head de Marketing de GoldeN, os dados do Nordeste reforçam o propósito da marca em diversas frentes. “A pesquisa nos mostra que a jornada do tutor na região é cheia de desafios, o que torna nosso compromisso de oferecer alimentos da mais alta qualidade ainda mais vital. Mas nosso apoio vai além do produto. É por entender essas dificuldades que investimos em ações contínuas, como o apoio a ONGs, incluindo eventos, com o objetivo de fortalecer o laço entre as pessoas e seus pets. Queremos garantir que, uma vez que um animal encontra um lar, essa relação seja saudável, feliz e duradoura”, analisa o executivo.
A pesquisa aponta ainda um caminho claro para a solução, segundo a própria população. O pedido por consultas veterinárias gratuitas ou com desconto, feito por 70% dos nordestinos, conecta o desafio do abandono a uma questão de saúde pública. Essa demanda sinaliza que a saúde do pet é percebida como parte integrante da saúde da família, um insight valioso que reforça a importância de se debater e incentivar iniciativas que promovam o acesso a cuidados essenciais.
O Retrato da Adoção no Brasil
A pesquisa revela um dado fundamental sobre a jornada da adoção no Brasil: oito em cada dez animais adotados chegam aos seus novos lares por redes informais, seja através do resgate direto da rua ou da doação por amigos e familiares, superando as vias de ONGs e protetores. O estudo traça o perfil de quem protagoniza este ato: 70% são mulheres, com predominância da faixa etária de 25 a 34 anos. A principal motivação por trás dessa escolha é o desejo de ajudar um animal abandonado.
Os dados confirmam o reinado do “vira-lata” (SRD) nos lares do país, sendo a maioria entre os gatos (75%) e a “raça” mais comum entre os cães (28%). No entanto, acendem um alerta: 60% dos brasileiros concordam que ainda existe preconceito contra animais sem raça definida, enquanto uma esmagadora maioria de 86% acredita que a adoção de SRDs deveria ser mais incentivada.




















