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Música

Musicistas da OSBA protagonizam a segunda edição do projeto “Ondinas” 

Conjunto inteiramente feminino de integrantes da Orquestra apresenta obras de Mozart, Beethoven, Lili Boulanger, Persichetti e Spitznagel;

Foto | Fernando Gomes

Dez musicistas da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) se apresentam nesta quinta-feira (02/04), às 19h, no Teatro do Goethe-Institut, no Corredor da Vitória, para a segunda edição do projeto “Ondinas”. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia) e estarão disponíveis a partir das 14h desta terça-feira (31/03) pela plataforma da Sympla. 

Integrantes da OSBA, as musicistas formam, em “Ondinas”, um conjunto exclusivamente feminino que apresenta um programa que percorre diversos séculos e formações: de Mozart e Beethoven a compositoras do século XX, como Lili Boulanger e Astrid Spitznagel, além do compositor Vincent Persichetti. 

Para esta edição do “Ondinas”, o conjunto é formado por Andréa Bandeira (flauta), Ilza Cruz (fagote), Alana Rana (trompete), Isabela Rangel, Lírida Lima e Mariana Krewer (violinos), Laís Guimarães e Laura Jordão (violas), Tatiana Crilova (violoncelo) e Jéssica Albuquerque (contrabaixo).

O concerto “Ondinas II” integra a Série Carybé, projeto da OSBA dedicado à música de câmara e a formações mais intimistas do repertório clássico. A primeira edição aconteceu em setembro de 2025, também no Teatro do Goethe-Institut. Para esta segunda edição, o grupo ganhou novas integrantes e um programa inteiramente renovado, mantendo a sua proposta central: colocar em destaque a força feminina presente no corpo artístico da Orquestra.

Representatividade no palco

As musicistas do “Ondinas” reconhecem o peso simbólico de uma apresentação com uma formação exclusivamente feminina dentro do panorama da música clássica. “Ainda somos minoria nesse mundo orquestral, e poder ter esse momento de destaque, de mostrar o nosso som e a nossa arte, é de extrema importância”, afirma a violinista Lírida Lima.

Já para a chefe de naipe dos contrabaixos da OSBA, Jéssica Albuquerque, o encontro entre as colegas vai além do palco. “Interagir mais com as mulheres da Orquestra já é bacana por si só. Além disso, há o desafio de encontrar um repertório que contemple todas e que funcione com os instrumentos que a gente tem, e isso é muito gratificante.”

Programa diverso

Para Lírida Lima, a pluralidade do programa da noite não é coincidência: é um reflexo de quem são as mulheres que o apresentam. “Nós, mulheres, somos plurais. Não existe um padrão, ou melhor, não deveria existir. O programa é diverso assim como somos: tem músicas do período clássico ao moderno, e isso nos representa”, afirma.

A abertura ficará por conta da “Sinfonia Concertante em Mi Bemol Maior, K. 364”, de Mozart, apresentada em versão para sexteto de cordas. Na sequência, a “Serenata para Flauta, Violino e Viola em Ré Maior, Op. 25”, de Beethoven, coloca em diálogo o universo dos sopros e das cordas.

O programa avança para momentos mais modernos com “Noturno”, de Lili Boulanger, compositora francesa que morreu aos 24 anos, em 1918, e foi a primeira mulher a vencer o renomado Prix de Rome para compositores. A versão a ser apresentada no “Ondinas” tem adaptação de Elisa Rangel Hill, valorizando os sopros do conjunto. Já “The Hollow Men”, de Vincent Persichetti, coloca o trompete de Alana Rana em posição de destaque numa peça de caráter mais intimista e moderno. 

A noite se encerra com o “Quarteto de Cordas”, de Astrid Spitznagel, compositora contemporânea vienense. A peça foi sugerida pela contrabaixista Jéssica Albuquerque, que conheceu o trabalho de Spitznagel através de sua professora, Ana Valéria Poles.

Exposição diferente

Além do repertório, Lírida Lima e Jessica Albuquerque destacam o que representa tocar no formato de música de câmara: uma exposição diferente da vida orquestral cotidiana, que exige escuta apurada e uma construção coletiva de sonoridade.

“Tocar em um projeto de música de câmara é uma condição diferente. Eu, por exemplo, toco em naipe: somos seis, sete pessoas tocando a mesma coisa juntos. No momento da música de câmara, você é uma solista. Todas ali são solistas, cada uma com o seu som”, reflete a contrabaixista Jéssica.

A violinista Lírida Lima compartilha da mesma percepção e destaca o prazer que tem encontrado nestes ensaios apenas com suas colegas de Orquestra. “Ensaiar só com as mulheres é muito gostoso. A gente se acolhe, a gente se respeita e, o melhor: a gente se diverte. Tenho certeza que o público sentirá isso no dia”.

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