Para milhares de pessoas que convivem com doenças avançadas do fígado, o transplante hepático significa mais do que um tratamento. Em casos como cirrose descompensada, câncer primário do fígado e insuficiência hepática aguda grave, o procedimento é, muitas vezes, a única alternativa capaz de prolongar a vida.
Na Bahia, o acesso ao transplante hepático foi ampliado com o credenciamento do Hospital Aliança junto ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), coordenado pelo Ministério da Saúde. A expansão do Programa de Transplantes Hepáticos da Rede D’Or Regional Bahia está sob a gestão do hepatologista e diretor do Hospital Aliança, Dr. Raymundo Paraná, e do gastroenterologista Dr. Paulo Bittencourt, coordenador do Programa de Transplante Hepático da unidade.
A ampliação fortalece a rede de cuidado aos pacientes hepáticos no estado. O Hospital São Rafael já possui credenciamento 2005, e unidades como os hospitais Cárdio Pulmonar e Aeroporto, em Salvador, além do Hospital Santa Emília, em Feira de Santana, atuam de forma integrada no acompanhamento de pessoas com cirrose e câncer de fígado, desde a avaliação inicial até o seguimento após o transplante, seguindo protocolos unificados e baseados em evidências científicas.
“Apesar do grande número de pacientes com cirrose e câncer de fígado na Bahia, ainda são poucos os que chegam à lista de transplante”, alerta Raymundo Paraná
Dr. Raymundo Paraná avalia que, apesar do grande número de pacientes com cirrose e câncer de fígado na Bahia, ainda são poucos os que chegam à lista de transplante. “Muitos doentes não estão sendo encaminhados a tempo ou não têm acesso adequado aos serviços especializados. Parte da população ainda não sabe que o transplante pode salvar vidas. Soma-se a isso o fato de que, muitas vezes, o procedimento é visto por profissionais de saúde como um último recurso, lembrado apenas quando todas as outras opções já se esgotaram, o que acaba limitando uma chance real de sobrevida”, afirma. Atualmente, cerca de 100 baianos estão inscritos para transplante de fígado.