Fundada em 29 de março de 1549 pelo primeiro governador-geral do Brasil, o português Tomé de Souza, a cidade de Salvador é também a primeira capital do País e berço fundamental de muito o que traduz a ancestralidade, a cultura e o comportamento do povo brasileiro. O orgulho de quem é soteropolitano também mora em suas origens, em seus costumes e na alegria de poder protagonizar ou observar pequenos acontecimentos do dia a dia da cidade que fazem dela tão única e especial.
“Gosto muito de me reconectar com as minhas raízes. Sempre que estou em Salvador, faço questão de ir até a Cidade Baixa, passar pelo Bonfim e pela Pedra Furada — são lugares que têm um significado especial pra mim”, confessa o chef Fabricio Lemos, à frente do Grupo OriGem. Sua parceira de vida e de trabalho, a chef confeiteira Lisiane Arouca, concorda. “Sentir o cheiro do mar, ouvir música pelas ruas e, claro, comer bem. Salvador tem esse poder de transformar coisas simples em experiências cheias de memória e afeto”.
O chef Kaywa Hilton, que viveu 13 anos fora de Salvador e retornou para comandar seu restaurante Boia, se impacta com a força e a personalidade do povo da capital baiana. “Rodei um pouco desse mundo e decidi voltar pra cá, porque para mim aqui é diferente. As pessoas que constroem essa cidade é que fazem essa cidade viver… Salvador tem uma essência muito criativa e, claro, isso se reflete também na nossa gastronomia”, afirma. “Salvador oferece muitas possibilidades artisticamente falando, musicalmente falando, gastronomicamente falando. Acho que o Salvador é versátil e não tem como não viver aqui uma experiência bacana”, conclui o chef.
Listada nos maiores rankings nacionais e internacionais do setor, Salvador vem se destacando nos últimos anos por sua cena gastronômica. “A cena gastronômica hoje em Salvador está muito desenvolvida, principalmente pelo fato de que hoje a maioria dos donos de restaurantes não são apenas investidores, são pessoas que buscaram a formação, a capacitação, o entendimento e a gestão e com isso existe o cuidado com a matéria-prima, com os processos, com a qualidade do serviço, com a preocupação com a equipe, com a formação da equipe” revela o chef Fabrício Lemos.
O chef Kaywa Holton, concorda: “Salvador, acredito, é um lugar de turismo gastronômico forte, que pode estar entre os melhores do mundo. A cena gastronômica é um reflexo da nossa cidade: é muito diversa, existem várias linhas. Mas ela se destaca em todas, na cozinha tradicional, simples ou cheia de técnica”, conclui.




















