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Salvador

BTC encerra edição histórica em Salvador com arte urbana, debates e shows que celebram diversidade e transformação social

Festival ocupou diferentes territórios da cidade com programação intensa, reunindo artistas nacionais e internacionais, comunidade local e grandes nomes da cultura urbana

Foto | Arivaldo Publio

O Festival Internacional Bahia de Todas as Cores (BTC) 2026 chegou ao fim, consolidando mais uma edição marcada pela potência da arte urbana, pela troca de saberes e pela forte conexão com os territórios de Salvador. Ao longo de quatro dias de programação, o evento promoveu exibições, mesas de debate, vivência de pintura, encontros formativos e grandes shows gratuitos, reafirmando seu papel como um dos principais festivais de graffiti do país.

Para iniciar a semana, no dia 25 de março, aconteceu a exibição do documentário “MUSAS: Grafite, Comunidade e Transformação na Bahia”, no Cineteatro 2 de Julho, seguida de falas institucionais e roda de conversa com artistas e realizadores, estabelecendo o tom reflexivo e político do festival.

No dia 26, o BTC tomou o Pelourinho com um momento simbólico de Padê para Exu no Largo, seguido da mesa de abertura no Museu Eugênio Teixeira Leal. O encontro reuniu artistas de diferentes regiões do Brasil e do mundo, promovendo debates sobre arte, território e as transformações sociais impulsionadas pelo graffiti.

Encontros potentes e reflexão profunda

A primeira noite foi marcada por encontros potentes e reflexões profundas sobre o cenário contemporâneo da arte urbana. Para a artista Kátia Suzue, a experiência foi atravessada por emoção e reconhecimento das mudanças no cenário. “Estou extremamente feliz por ter sido convidada para esse evento, que eu vi evoluir muito nesses longos anos. Hoje eu especialmente fiquei emocionada por ver uma equidade no BTC 2026 com uma plateia de muitas mulheres artistas, na produção e atuando no cenário”, ressalta a artista.

No dia 27, o festival seguiu para a comunidade de Massaranduba, com atividades na Fazendinha do Graffiti, reunindo artistas e moradores em um grande mutirão de pintura. O espaço também sediou mesas de debate sobre redução de danos, ampliando o diálogo entre arte, saúde e direitos humanos.

Já a programação do fim de semana intensificou ainda mais a ocupação cultural. No dia 28, além das pinturas no muro oficial e do 1º Encontro Baiano de Sound System na Barroquinha, o público acompanhou uma série de debates sobre arte, território e resistência. Pela noite, o clima esquentou com a apresentação da DJ Nai Kiese, seguida do grupo Fragmentos de Samba, com participações de Guiga de Ogum e Fernanda Maia, integrante do Afrocidade. Encerrando a noite, o palco recebeu o show de BNegão e Freelion, reunindo público e artistas em uma celebração da música e da cultura urbana.

Encerramento e dimensão simbólica

Finalizando no domingo, o festival manteve as atividades de pintura, o encontro de sound systems e promoveu a Batalha de Rima na Praça da Cruz Caída, reforçando a presença da cultura hip-hop e da juventude periférica no evento.

Entre os participantes, o artista multimídia amazônico Luan Kambô destacou a potência do encontro e a dimensão simbólica de estar em Salvador. “Para mim é uma experiência inenarrável. Eu vim de muito longe, da Amazônia, de Cametá, com uma trajetória construída entre muitas referências e desafios, e chegar aqui, em Salvador, para o BTC, pela primeira vez, é algo muito marcante”, diz Kambô.

A força do encontro também foi destacada por Bigod, um dos organizadores do BTC 2026. Ele reflete sobre o papel do festival para além das telas e das conexões digitais. “A gente vive em tempos em que muita coisa acontece no digital, mas tem uma potência muito grande quando a gente se encontra presencialmente, quando a gente compartilha o que está vivendo em cada cidade, em cada território, e quando chega esse momento do festival, é como se tudo isso se encontrasse”, afirma. 

Com uma programação diversa e integrada, o BTC 2026 reafirma sua importância como plataforma de visibilidade, formação e transformação social por meio da arte urbana conectando artistas, comunidades e diferentes linguagens em uma celebração coletiva que vai muito além dos muros.

A 8ª edição do BTC conta com apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura, do Governo do Estado da Bahia, por meio do Edital 03/2023 Eventos Culturais Calendarizados (FCBA), além do apoio da FUNARTE, por meio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Artes Visuais.

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