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Show no Pelourinho reúne grandes nomes da história da Axé Music em dia dedicado ao gênero

Carnaval

Show no Pelourinho reúne grandes nomes da história da Axé Music em dia dedicado ao gênero

Manno Góes é o diretor artístico e idealizador da homenagem - Foto | Caio Lirio

O Dia Nacional da Axé Music, 17 de fevereiro, será celebrado pela primeira vez em 2026, com a coincidência de acontecer na terça-feira de Carnaval. Para comemorar a data, ícones do gênero musical baiano são os convidados de um show gratuito que acontece na noite do dia 17 na Praça das Artes, Pelourinho, sob o comando de dois expoentes da nova cena da música produzida na Bahia, Guigga Maraka e Ângela Velloso, sob a direção artística do cantor, escritor e compositor de alguns dos maiores hits do movimento cultural, Manno Góes — também idealizador da homenagem.

No palco, a dupla recebe Carla Visi, Gerônimo, Laurinha Arantes, Marcionílio, Zé Paulo, Joka e Zé Honório, nomes fundamentais para o sucesso da Axé Music desde o início até a consolidação como um gênero que se expandiu nacionalmente. A banda que serve de base para o show também ajudou a levar essa história para o Brasil e, através da música, projetar Salvador para o mundo. Os artistas serão acompanhados por uma mini orquestra, composta por quinteto de cordas, naipe de metais, coro, guitarra, baixo, bateria e percussão, com músicos como Joatan Nascimento, Gerson Silva, Paulinho Caldas e André Becker.

“O Dia Nacional do Axé é fundamental porque ele reconhece oficialmente um dos maiores movimentos culturais do Brasil. Ter uma data nacional é preservar sua memória, ensinar às novas gerações de onde ele veio e garantir que o Axé seja tratado como patrimônio cultural, não como moda passageira. Celebrar essa data com um show especial é afirmar uma identidade cultural, um legado afro-baiano que transformou a música brasileira”, pontua Manno Góes. Ele avalia que a Axé Music é “uma força cultural que mudou nossa cidade, nossa economia, nossa força de atração turística e econômica. E, como todo grande catalisador cultural, ela só existe porque pessoas reais a construíram, passo a passo, palco a palco”

Ângela Velloso e Guigga são dois dos cantores mais celebrados da nova geração da música feita na Bahia. O baiano de Maracás lembra que o gênero foi construído por uma diversidade de artistas e de culturas, de diferentes localidades do estado. “Estar nesse show ao lado de artistas importantes dessa história sendo um músico de axé do interior me traz a responsabilidade de representar os músicos que conheci e que me formaram nos trios elétricos de nossas festas de rua, especialmente o meu pai, Tião Silveira, cantor da Banda Me Leva e um dos grandes puxadores de trio elétrico da Bahia. Vai ser uma noite de celebração e passeio por memórias bonitas de nossos carnavais”, promete.

Sobre a escolha dos convidados, Manno reforça a importância desses nomes na consolidação do Axé. “Artistas como Laurinha Arantes, a primeira voz do Cheiro de Amor, Zé Paulo, Zé Honório, Gerônimo, Joka Barreto, Carla Visi e Marcionílio são fundadores de uma linguagem, pioneiros de um som que redefiniu o que era música pop feita no Brasil. Eles cantaram quando o Axé ainda era visto como regional, quando não tocava nas rádios nacionais, quando os palcos eram caminhões e as ruas eram o principal público. Foram essas vozes que deram dignidade artística ao movimento. Que provaram que o Axé podia ser romântico, político, dançante, poético, sensual, espiritual, que abriram caminhos para gerações inteiras de cantores, compositores, músicos, técnicos e produtores que vieram depois”, lembra o diretor, que é um dos nomes à frente da Banda Jammil e Uma Noites e um dos compositores mais celebrados no Brasil.

Uma das pioneiras do movimento, Laurinha Arantes cantou no Cheiro de Amor e vai relembrar essa trajetória no show. “Foi com muita alegria que recebi esse convite de Manno Góes. Esse é o primeiro de muitos dias dedicado à Axé Music. A gente ter um dia para celebrar a nossa música baiana, vai ser uma honra imensa subir ao palco ao lado de pessoas que ajudaram a construir a história do Axé”. Outra vocalista do Cheiro de Amor, Carla Visi ajudou a consolidar esse legado. “Enquanto uma pesquisadora e uma voz que ama cantar a nossa cultura, só agradeço poder partilhar deste momento onde ídolos que tanto me inspiraram na resistência do fazer musical contarão e cantarão um pouco desse AXÉ”, celebra.

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