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Crítica – Um Maluco no Golfe 2

Talvez por eu ter visto ainda garoto, mas Um Maluco no Golfe (1996)sempre me pareceu uma das comédias mais legalzinhas do Adam Sandler. Com o tempo o comediante foi entregando produções mais preguiçosas e que repetiam um tipo de humor que ficou datado. Fui para este Um Maluco no Golfe 2 sem saber o que esperar. Poderia ser um caminho de Sandler retornar a uma de suas melhores comédias, no entanto, poderia ser também só mais uma repetição cansada visando a nostalgia do espectador.

Bolas ao ar

A trama se passa décadas depois do primeiro filme. Happy (Adam Sandler) perdeu a esposa, Virginia (Julie Bowen) em um trágico acidente de golfe e abandonou o esporte. Agora ele cria seus cinco filhos sozinhos, mas seus problemas com álcool o fazem perder a casa e se atolar em dívidas. Quando sua filha caçula, Vienna (Sunny Sandler, filha de Adam), passa na seleção para uma escola de balé na França, Happy decide voltar ao golfe para pagar os estudos da filha.

Se muito da graça do primeiro filme vinha da energia maluca que Sandler trazia ao destemperado Happy, o mesmo não se aplica aqui. Como em muitas comédias recentes que ele produziu e estrelou como parte de seu contrato com a Netflix, Sandler sempre soa sem energia ou vontade, como se estivesse ali para cumprir tabela ou (como ele próprio já confessou em entrevistas) só está fazendo filmes para continuar empregando seus amigos e familiares, já que muitas dessas pessoas só aparecem nas produções de Sandler.

Se Sandler carece de energia, Christopher McDonald compensa com mais uma performance completamente maníaca como Shooter McGavin, rival igualmente cabeça quente de Happy. A intensidade maluca que McDonald traz rende alguns dos momentos mais divertidos e o texto acerta ao não reciclar o antagonismo dos dois, ao invés disso forçando-os a cooperar para combater a nova liga de “golfe radical” criada pelo empresário Frank Manatee (Benny Safdie, que dirigiu Sandler no excelente Joias Brutas). Quem também tem bons momentos é o rapper Bad Bunny, que interpreta o novo caddie de Happy.

Nostalgia vazia

Todo resto do filme, no entanto, tem o mesmo apelo nostálgico raso que muitas continuações tardias (Hollywood tem chamado de “legacy sequels) dos últimos anos. Personagens e situações do primeiro filme são retomados em flashbacks cujo único objetivo é lembrar o espectador do vínculo emocional passado que se tem com o filme. Essas referências sequer confiam no espectador para lembrar, inserindo cenas do primeiro filme sem qualquer sutileza. A maioria dessas referências não acrescenta praticamente nada à trama presente (como o fiscal da receita federal vivido por Robert Smigel, que retorna como advogado) e estão ali só pelo apelo nostálgico.

O fato do filme ser tão apegado ao passado e insistir em precisar fazer referências constantes ao primeiro filme, somando-se à trama presente que tenta desenvolver faz a narrativa se arrastar por desnecessárias duas horas. Considerando o fiapo de trama que o filme é o tipo de história que poderia ser resolvida tranquilamente em noventa minutos (como é o primeiro filme). O prolongamento só serve para expor a fragilidade da trama e a repetição de certas piadas quando tudo poderia ser bem menos cansativo com uma duração mais enxuta.

Um Maluco no Golfe 2 não chega a ser revoltantemente ruim como outras comédias estreladas por Adam Sandler nos últimos anos, mas carece da energia aloprada do primeiro para fazer jus a ele.

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