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Cinema

Crítica – Venom: A Última Rodada

Longa chega aos cinemas nesta quinta-feira

Foto | Divulgação

O subtítulo dessa terceira aventura de Venom é um alívio para os amantes de boas histórias. Depois de Venom (2018) e Venom: Tempo de Carnificina (2021), agora é a vez da finalização (ainda bem) da franquia com Venom: A Última Rodada, que estreia nesta quinta-feira, 24, nos cinemas.

O vilão Knull, logo na abertura do longa, conta a sua história e diz que precisa de um artefato para poder ser libertado, após se preso pelos simbiontes – seres que ele mesmo criou. Ele envia diversos seres para o universo para eles encontrarem a chave da prisão de Knull.

Enquanto isso, Eddie e Venom estão no México – como vimos na cena pós-créditos de Homem-Aranha: Sem Volta pra Casa. Mas há uma equipe americana que quer capturá-los após o que eles causaram no segundo filme da franquia. Enquanto fogem dos “militares”, Venom também tem que se defender dos arautos de Knull, já que um descobre que o simbionte tem a chave para a liberdade do vilão. E assim temos 1h30, aproximadamente, de filme, já que só para os guerreiros que quiserem assistir às duas cenas pós-créditos – que são fracas – é que a projeção terá 1h50. Fica um spoiler: as “melhores” partes são as cenas do trailer.

O primeiro problema do filme – que já havia nos outros – é o excesso de piadinhas, à moda da Marvel. A história em si, é uma confusão e sem lógica. Knull envia trezentas criaturas para encontrar a chave de sua liberdade. Uma delas encontra com 30 min de filme e, apenas lá no final, é que ele envia um contato para os outros… mas só um aparece.

Uma hora ninguém consegue matar as criaturas, depois conseguem cortar a cabeça, depois elas se remontam… uma confusão que funciona a mercê do que o roteiro quer na hora, sem lógica alguma (ok, exigir o mínimo de lógica em Venom é demais…).

A roteirista e produtora Kelly Marcel, que estreia como diretora, tem dificuldades em criar cenas de impacto, que não sejam picotadas, quase como um Michael Bay. Já Tom Hardy, que é carismático, passa 90% filme todo andando como se estivesse assado depois de pular 7h atrás do trio de Bell no Carnaval de Salvador (quem nunca?).

Antes de ver o filme, o que mais se falava era sobre Knull, um vilão realmente ameaçador, forte, importante. Bom, se é tudo isso, não pudemos ver nessa terceira aventura de Venom. Fica para uma próxima – aliás, deixe para lá, nos poupe de mais um filme com o simbionte que era vilão do Homem-Aranha e se transformou em um super-herói.

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