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Cinema

Crítica – Terrifier 3

Foto | Divulgação

Art O Palhaço está de volta. Após muita carnificina nos longas gore Terrifier 1 e 2, ele está de volta para se vingar dos acontecimentos do filme anterior em Terrifier 3, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira.

Nesta terceira “aventura”, os irmãos Sienna (Lauren LaVera) e Jonathan (Elliot Fullam) tentam reconstruir suas vidas após terem “liquidado” Art no Halloween. Entretanto, é Natal e um Papai Noel nada simpático aparece para eliminar os irmãos e quem mais estiver no caminho. Quando o “mal” velhinho, que é Art, reencontra-os, muito sangue e tripas vão jorrar na tela.

O primeiro Terrifier (2016), com seu fiapo de história, fez um sucesso inesperado., ainda mais custando apenas US$ 35 mil. Assim, como tudo em Hollywood, veio o segundo filme, que tornou mais abrangente o mundo de Art. Ele deixou de ser um serial killer, para ganhar contornos sobrenaturais, em um filme bem irregular.

Já este terceiro, traz de volta toda a patacoada do segundo: a história de Sienna ser uma guerreira que pode acabar com Art usando uma espada mágica forjada pelo pai dela. E, essa trama, é a mais desinteressante, graças também a performances quase amadoras da atriz Lauren LaVera e de Elliot Fullam (que aparece menos desta vez). Em uma boa história, isso não teria muito problema, já que o filme, criado por Damien Leone, que dirige e escreve, é claramente inspirado em filmes trash. Se focasse apenas na relação de Art com os irmãos, tirando o sobrenatural, seria mais divertido e não perderia tanto tempo com explicações.

A questão é que a coisa mais interessante de todo o filme é Art e a interpretação do excelente ator David Howard Thornton, que mostra toda a doentia do palhaço apenas com olhares e mímica. O resto do filme, é como se fosse uma esquete, às vezes divertida, de uma entidade matando pessoas a torto e a direito, sem muita lógica. Aqui, ao contrário de Venom: A Última Rodada, a lógica pode ser escanteada, já que é claramente um Filme B.

Mas, ainda assim, Terrifier 3 diverte pelo absurdo das mortes e pelo humor involuntário dos personagem Art, que já pode ser colocado no panteão dos grandes personagens de terror ao lado de Jason, da franquia Sexta-Feira 13, e Freddy Krueger, de A Hora do Pesadelo. Ainda assim, se perde em cenas desconectadas que só mostram o quão sádico é o vilão, e os efeitos são um primor, assim como a maquiagem, com muito efeito prático, sem CGI.

O filme fez tanto sucesso lá fora que superou Coringa: Delírio a Dois nas bilheterias. Terrifier 3 é um filme para quem tem estômago forte, e não recomendo vê-lo depois do almoço ou lanchando algo no cinema.

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