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Espetáculo “3 Maneiras de Tocar no Assunto” chega a Salvador e a Camaçari, com apresentações gratuitas

Teatro

Espetáculo “3 Maneiras de Tocar no Assunto” chega a Salvador e a Camaçari, com apresentações gratuitas

Foto | Divulgação

O premiado espetáculo teatral “3 Maneiras de Tocar no Assunto”, que aborda a homofobia na sociedade moderna, será apresentado na Bahia pela primeira vez – em Camaçari, no dia 13 de maio, às 19h, no Teatro Alberto Martins, e em Salvador, nos dias 15 e 16 de maio, às 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. As três apresentações são gratuitas e os ingressos podem ser adquiridos tanto presencialmente, nas bilheterias dos teatros (1h antes do início de cada sessão), quanto na modalidade online, por meio do link https://linktr.ee/3maneirasteatro (mediante validação nas bilheterias até 15 minutos antes do início de cada sessão).

O tema da peça vai além da representação da homofobia e constitui um manifesto artístico a favor de toda diversidade e contra todo tipo de intolerância. Assim, ele é dividido em três solos curtos, uma vez que é abordado por três instâncias distintas: a Escola, a Lei e o Estado.

Com dramaturgia e atuação de Leonardo Netto e direção de Fabiano Dadado de Freitas, o espetáculo está nos palcos desde 2019 e foi assistido por mais de 15 mil espectadores. Recebeu os prêmios Cesgranrio (Melhor Texto Nacional Inédito, Ator e Categoria Especial, pela direção de movimento de Marcia Rubin), APTR-RJ (Melhor Autor e Iluminação) e Cenym de Teatro Nacional (Melhor Monólogo), acumulando quase 20 indicações em premiações. Sua circulação pela Bahia faz parte de um projeto patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com realização da Fulminante Produções e do Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil, União e Reconstrução.

Os três solos de “3 Maneiras de Tocar no Assunto” colocam em pauta questões relacionadas à homossexualidade e ao preconceito contra o homossexual e a comunidade LGBTI+ em geral, na medida em que propõem uma interlocução direta com o público: o que há, afinal, de tão incômodo, maléfico e repugnante na homossexualidade? Por que, através dos tempos, ela teve sempre de ser punida? Por que a orientação sexual de uma pessoa pode transformá-la num cidadão de segunda classe, com menos direitos que o resto da população? “Homofobia mata todo mundo: o pai que teve a orelha arrancada por beijar o filho, os irmãos que foram linchados por andarem abraçados. Não adianta achar que você está livre porque você não é gay. Vivemos um retrocesso de entendimento sobre isso, um conservadorismo estúpido. A população LGBTI+ no Brasil está alijada de quase setenta direitos previstos na Constituição”, ressalta Leonardo Netto.

No primeiro solo, “O homem de uniforme escolar”, o público assiste a uma aula de bullying homofóbico: o que é, como praticar e quais as suas consequências físicas e emocionais? São histórias reais de crianças e jovens que sofreram com o preconceito e a intolerância na escola. Na sequência, “O homem com a pedra na mão” parte do depoimento ficcional de um dos participantes da Revolta de Stonewall, ocorrida em junho de 1969 em Nova York, um marco fundamental da luta pelos direitos da comunidade LGBTI+. Uma descrição minuciosa da noite em que os frequentadores (gays, lésbicas, travestis, drag queens) do bar Stonewall Inn reagiram, pela primeira vez, a mais uma batida policial no local. O último solo, “O homem no Congresso Nacional”, foi construído a partir de falas e pronunciamentos do ex-deputado federal Jean Wyllys, proferidos entre janeiro de 2011 e dezembro de 2018. Para criar o texto, Leonardo acompanhou e transcreveu discursos, falas, entrevistas e declarações do parlamentar e, cuidadosamente, criou o depoimento de um deputado gay e ativista na tribuna da Câmara.

Todas as sessões serão 100% acessíveis com intérpretes de libras, audiodescrição, monitoria para pessoas com deficiência intelectual e em locais com estrutura como corrimões, rampas, banheiros adaptados, iluminação adequada e plateia com reserva de espaços para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

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