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Exposição

35ª Bienal de São Paulo leva as coreografias do impossível para o MAM-BA

Foto | Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Por meio de uma parceria entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia por meio do IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) receberá uma seleção especial da 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível.

Com curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, a exposição, bem-sucedida em 2023 em termos de público e crítica, estará em exibição na capital soteropolitana de 2 de maio a 28 de julho. 

A exposição faz parte do programa de mostras itinerantes, que alcança 14 cidades em 2024, sendo três no exterior. Salvador irá sediar a maior exposição realizada fora do Pavilhão da Bienal de São Paulo no Ibirapuera, com 18 participantes:

– Citra Sasmita
– Davi Pontes e Wallace Ferreira
– Edgar Calel
– Emanoel Araujo
– Inaicyra Falcão
– Julien Creuzet
– Leilah Weinraub
– Luiz de Abreu
– M’barek Bouhchichi
– MAHKU
– Malinche
– Marilyn Boror Bor
– Maya Deren
– Quilombo Cafundó
– Rosana Paulino
– Simone Leigh e Madeleine Hunt-Ehrlich
– Torkwase Dyson
– Xica Manicongo
 

A inauguração da mostra, que acontecerá no dia 2 de maio, quinta, às 18h, será aberta ao público e contará com a performance Repertório n.3 de Davi Pontes e Wallace Ferreira, que encerra uma série de trabalhos voltados para a autodefesa. Os artistas exploram como a dança pode ajudar a combater violências físicas, imaginárias e as contidas nos monopólios do conhecimento enfrentadas pelos corpos negros. A performance busca criar estratégias de resistência a essas situações, desafiando ideias que negam às minorias o controle sobre suas próprias vidas.

A 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível explora as complexidades e urgências do mundo contemporâneo ao abordar obras que tratam de transformações sociais, políticas e culturais. A curadoria busca tensionar os espaços entre o possível e o impossível, o visível e o invisível, o real e o imaginário, ao ressaltar diversas questões e perspectivas de maneira poética. A coreografia, entendida como um conjunto de movimentos centrados no corpo que desafia limites, considera diversas trajetórias e áreas de atuação e cria estratégias para enfrentar desafios institucionais e curatoriais. As coreografias do impossível geram suas próprias relações, tempos e espaços, oferecendo uma experiência marcante aos visitantes.

Para os curadores, é crucial que a exposição alcance mais cidades, transcendendo os limites do Pavilhão da Bienal. Segundo eles, “os debates propostos pela 35ª Bienal atravessam inúmeros territórios de todo o mundo; assim, não restringir as coreografias do impossível ao Pavilhão da Bienal é de extrema importância para o trabalho realizado”.
 

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, enfatiza a importância não apenas de levar as coreografias do impossível para um público mais amplo, mas também de fortalecer os laços entre as instituições culturais: “Ao trazer a Bienal de São Paulo de volta à cidade onde tudo começou no Brasil, em colaboração com o MAM-BA, não só estamos fortalecendo as instituições culturais brasileiras, mas também estamos tornando a arte e a cultura mais acessíveis a todos. Ao superar barreiras geográficas, criamos oportunidades para que mais pessoas experimentem e participem do cenário artístico contemporâneo, enriquecendo ainda mais as narrativas culturais. Esta jornada não apenas facilita a troca de experiências entre públicos e instituições, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e culturalmente vibrante em todo o Brasil”, declara. 

Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado da Bahia, fala sobre a importância de receber um evento como a Bienal de São Paulo: “É uma responsabilidade muito grande para nós, do Governo do Estado da Bahia, recebermos a maior coleção da Bienal fora do pavilhão oficial. Isso é fruto de muita articulação e do compromisso que nós temos de valorização e difusão das expressões artísticas e culturais em nosso estado”, afirma.

Ações com a equipe de educação da Fundação Bienal de São Paulo
Durante as itinerâncias, a Fundação Bienal de São Paulo, em conjunto com as instituições parceiras, realiza duas frentes de trabalho educativo que se complementam. São elas as ações de formação com as equipes de mediadores e educadores da cidade, e ações de difusão para o público interessado geral.

A publicação educativa das coreografias do impossível foi dividida em três movimentos diferentes – ou volumes – com conteúdos voltados para as ações de mediação e difusão. O terceiro movimento, preparado especialmente para o programa de mostras itinerantes, foi produzido com base nas práticas realizadas ao longo da exposição no Pavilhão e é distribuído de forma gratuita para os participantes das ações.

Em Salvador, além de um curso de formação para mediadores locais, que inclui um capítulo sobre acessibilidade, haverá um programa aberto ao público. Entre os eventos, destaca-se o lançamento do terceiro movimento da publicação educativa, realizado com o objetivo de contribuir para uma formação crítica e diversificada sobre educação em arte contemporânea. Esse evento contará com a presença da artista e educadora Inaicyra Falcão, além do fotógrafo Lázaro Roberto, idealizador do Zumví Arquivo Afro Fotográfico, e será realizado no Goethe-Institut Salvador, no dia 3 de maio.


Haverá também visitas temáticas mediadas enfocando educação e acessibilidade, além dos Encontros itinerantes da 35ª Bienal, nos quais a Fundação Bienal convida outras instituições para compartilhar experiências de mediação. E, ainda, mais uma edição do programa Bienal na escola – Águas confluentes, que realizará ações em escolas públicas da periferia da cidade e, em um segundo momento, levará os alunos e seus professores para visitar a mostra no MAM-BA.

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