ICMS baiano cresce em 2023 em termos nominais, mas cai em termos reais

&NewLine;<p>A arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações &lpar;ICMS&rpar;&comma; atingiu aproximadamente R&dollar;34&comma;5 bilhões no exercício 2023&period; O valor supera a meta ideal prevista para o período e&comma; em valores nominais&comma; é maior que a arrecadação do exercício 2022&period; Mas&comma; de acordo com o Instituto dos Auditores Fiscais da Bahia &lpar;IAF Sindical&rpar;&comma; em valores reais &lpar;tomando por base a variação do IPCA&rpar;&comma; registra-se leve queda de 0&comma;8&percnt; sobre o montante arrecadado no ano passado&comma; com destaque negativo para o segmento de Petróleo&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>O segmento comércio e os serviços de utilidade pública tiveram significativo incremento de arrecadação&comma; com registro de queda nas atividades agrícolas e industriais&comma; e no segmento petróleo face à aprovação da LC 192&sol;2022&period; O reflexo positivo em acréscimo de arrecadação pôde ser visto nos segmentos Atacadista &lpar;8&comma;70&percnt;&rpar;&comma; Varejista &lpar;10&period;80&percnt;&rpar; e Supermercados &lpar;7&comma;98&percnt;&rpar;&period; Houve expressiva reação nos serviços de Energia Elétrica e Comunicações &&num;8211&semi; elevação de 19&comma;59&percnt;&comma; em função do retorno das alíquotas anteriores à edição da LC 192&sol;2022 &lpar;de 27&percnt; para serviços de energia elétrica e 28&percnt; para serviços de comunicação&rpar; para o período de janeiro a dezembro&sol;2023&period; Em 2024 irá vigorar a recém aprovada alíquota modal de 20&comma;5&percnt;&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>No setor Industrial&comma;&nbsp&semi; o segmento Bebidas apresentou acréscimo de 11&comma;34&percnt; no tributo arrecadado&comma; e o segmento Misto Indústria teve leve recuperação &lpar;2&comma;52&percnt;&rpar;&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Nos demais setores industriais&comma; agroindústria e agricultura apresentaram queda acentuada&comma; em função da crescente desindustrialização e não implementação de novos investimentos fabris que venham a gerar empregos&comma; renda e tributos”&comma; avalia o diretor administrativo e financeiro do IAF&comma; Josias Menezes&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Contudo&comma; o segmento de petróleo foi o maior responsável por não contribuir para o volume de arrecadação do ICMS projetado para o exercício de 2023&period; Impactado pela edição da LC 192&sol;2022&comma; que definiu combustíveis&comma; energia elétrica e serviços de comunicação como bens de essencialidade&comma; restringindo a cobrança do ICMS na alíquota modal&comma; não foi possível manter o patamar anterior do tributo recolhido&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;nem mesmo com a aplicação da alíquota &OpenCurlyDoubleQuote;ad rem”&comma; que passou a vigorar para óleo diesel e gás liquefeito de petróleo &lpar;GLP&rpar; a partir de maio&sol;2023 e para a gasolina a partir de junho&sol;2023&period; O decréscimo de arrecadação de 7&comma;04&percnt; em 2022&comma; foi para 23&comma;71&percnt; no exercício de 2023&period; Espera-se plena recuperação em 2024&comma; pela majoração das alíquotas &OpenCurlyDoubleQuote;ad rem” a partir de 1º de fevereiro&comma; quando passarão a R&dollar; 1&comma;3721 para a gasolina&comma; R&dollar; 1&comma;4139 para o GLP e R&dollar; 1&comma;0635 para o diesel”&comma; pontua Josias&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Para o IAF Sindical&comma; a queda na arrecadação tributária reflete a insuficiência de investimentos na economia estadual com a consequente redução do seu peso no cenário nacional&period; Soma-se a isso o fechamento do parque automotivo&comma; o atraso em obras de infraestrutura ferroviária e portuária&comma; além de problemas que afetaram empresas da indústria da construção&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Nos primeiros anos do Século XXI&comma; a Bahia despontava como a 6ª economia entre as Unidades Federativas&period; Com a centralização industrial no Sul&sol;Sudeste&comma; sem que o tributo do consumo seja destinado à Unidade Federativa de domicílio do contribuinte&comma; há evidente concentração do tributo nos estados industrializados&comma; em prejuízo das Unidades do Norte&sol;Nordeste”&comma; destaca a entidade representativa dos auditores fiscais da Bahia&period;&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Além da atuação governamental na atração de novos investimentos industriais e na área de turismo e mineração&comma; o IAF Sindical aponta que se faz necessário que a Gestão Fazendária promova especial empenho na recuperação do crédito tributário&comma; através de programa de conformidade&comma; incentivando o regular cumprimento das obrigações pelo contribuinte&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Convém estabelecer parâmetros de redução das multas&comma; sedimentar a aproximação fisco&sol;contribuinte e priorizar a recuperação do crédito tributário constituído e inadimplido&comma; a exemplo da recente decisão da Receita Federal que concede prazo até 1º de abril para adesão à Autorregularização Incentivada de Tributos”&comma; destaca&period; Em 2023 o IAF Sindical&comma; através do Ofício protocolado no SEI sob nº 013&period;2144&period;2023&period;0021629-30&comma; apresentou à Secretaria da Fazenda da Bahia&comma; proposta de criação do &OpenCurlyDoubleQuote;Programa de CONFORMIDADE TRIBUTÁRIA EDUCAÇÃO FISCAL”&period;<&sol;p>&NewLine;

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