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Exposição e livro trazem à luz a obra do fotógrafo baiano Voltaire Fraga

Avenida Sete de Setembro, década de 1940 - Foto | Voltaire Fraga
Avenida Sete de Setembro, década de 1940 - Foto | Voltaire Fraga

As imagens do cotidiano da Salvador do século passado, uma cidade moderna e em evolução, bem como os elementos culturais que formaram a Bahia, as paisagens urbanas e naturais, as festas populares e os seus personagens, são o tema central do livro e exposição “Voltaire Fraga – Uma Bahia em Movimento”, que celebra a vida e obra do fotógrafo baiano, com lançamento no dia 13 de dezembro, na Alban Galeria (Ondina), a partir das 17h30.

Ao longo de 240 páginas, o livro registra a produção artística de Voltaire Fraga e suas diversas fases de produção, mesclando imagens com uma fortuna crítica de textos de pessoas que conviveram com o artista e sua obra, além da produção de um relato biográfico inédito que contextualiza sua vida pessoal e trabalho.

Já a exposição reunirá 30 quadros de tamanhos variados, divididos nos mesmos quatro temas que inspiraram o livro: cidade, trabalho, festa e personagens. A curadoria é de Marcelo Campos, curador-chefe do Museu de Arte do Rio e doutor em Artes Visuais. No lançamento do dia 13, ele se une ao historiador Francisco Sena para uma palestra a respeito do projeto e do trabalho do artista. A mediação é de André Portugal, sócio-diretor da P55 Edição, responsável pelo lançamento do livro, que conta com patrocínio da GPE Global por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Enquanto fotógrafo a serviço do estado, Voltaire Fraga documentou mudanças no ambiente artístico de Salvador, tornando-se um agente da divulgação de uma estética modernista em escala local. Ele fez contribuições em jornais e revistas de circulação nacional, como “O Cruzeiro”, “Correio da Manhã”, “A Noite” e “Diário de Pernambuco”. Instituições como o Museu de Arte da Bahia (MAB), antigo Museu do Estado da Bahia; o fundo documental do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (Epucs), que se encontra no Arquivo Histórico Municipal de Salvador; o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB); e a Biblioteca Noronha Santos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Rio de Janeiro, foram algumas das que demandaram seu trabalho.

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