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Crítica – Homens Brancos Não Sabem Enterrar

Lançado em 1992, Homens Brancos Não Sabem Enterrar era uma comédia ágil e divertida que funcionava principalmente por conta da química entre Woody Harrelson e Wesley Snipes. Já a atual versão de Homens Brancos Não Sabem Enterrar, lançada direto em streaming, carece do charme e da comicidade do original, além de tentativas de atualizar debates raciais que não levam a lugar algum.

A trama é bem similar ao original. Dois jogadores de basquete amador, Kamal (Sinqua Walls) e Jeremy (Jack Harlow), acostumados a usar o próprio talento para ganhar dinheiro em partidas de rua, se juntam para competirem em um torneio amador cujo prêmio é uma bolada em dinheiro. Eles, no entanto, precisam superar suas diferenças, além das frustrações pessoais em nunca terem conseguido se tornar profissionais.


Assim como no original é uma história que depende da química entre os dois protagonistas, mas infelizmente isso não acontece aqui. Sinqua Walls até consegue evocar a frustração e amargura de Kamal, se beneficiando de cenas ao lado de Lance Reddick, que vive o pai do personagem, para lhe dar mais contornos dramáticos, no entanto falta química e dinamismo nas interações entre ele e Jack Harlow. Tem alguns momentos divertidos aqui e ali, principalmente nas cenas em que eles tapeiam outros jogadores de rua, mas está longe da energia de Snipes e Harrelson.

Harlow, por sinal, é o elo fraco do filme. Sem timing cômico para fazer suas piadas funcionarem, carecendo do ar blasé e da vibe de “idiota esperto” que Harrelson tinha no original, Jeremy é uma página em branco sem graça. As coisas pioram quando Jeremy enfrenta alguns dramas pessoais e Harlow não consegue passar a dor e o peso que essas dificuldades têm sobre seu personagem.

O roteiro ainda tenta trazer algumas ideias mais contemporâneas sobre questões raciais, gentrificação e outros debates atuais que permeiam esse tipo de experiência. A questão é que esses discursos não saem da superfície e tem pouca pertinência na trama, não fazendo qualquer diferença. É quase como um verniz cínico de engajamento social para dar a impressão de que estamos diante de uma produção que tem algo a dizer quando ela está longe disso. Teria sido mais sincero se assumir como uma comédia descompromissada do que inserir discussões que não tem qualquer interesse em desenvolver.

Com uma dupla principal sem química, piadas que nem sempre funcionam e uma tentativa superficial de falar sobre raça e classe, o remake de Homens Brancos Não Sabem Enterrar é uma grande bola fora.

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