Ser idoso não é ser inútil: especialistas analisam em livro como a sociedade encara a velhice

&NewLine;<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde &lpar;OMS&rpar;&comma; até o ano de 2050 o número de&nbsp&semi;idosos&nbsp&semi;triplicará e passará dos atuais 400 milhões de pessoas para 1&period;2 bilhões em nível mundial&period; A entidade também afirma que pelo menos 142 milhões pessoas com mais de 60 anos não conseguem ter suas necessidades básicas atendidas ao redor do globo&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Para alcançar as metas de maior proteção à pessoa idosa desejadas pela OMS são necessários estudos interdisciplinares&comma; como os apresentados no livro Tratado da Pessoa Idosa&comma; lançamento da Editora Almedina Brasil&comma; que reúne pesquisas realizadas na Argentina&comma; Brasil&comma; México&comma; Peru e Portugal&period; Considerada valiosa em algumas culturas e um fardo para outras&comma; essa grande parcela da população vivencia diferentes experiências de longevidade ao redor do mundo&period; Analisar a presença delas em sociedade&comma; seus anseios&comma; direitos e perspectivas vai além do que prevê o Estatuto do Idoso&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Nesse sentido&comma; a obra coletiva bilíngue&comma; escrita em português e espanhol&comma; apresenta debates em nível internacional sobre o envelhecimento saudável e funcional&comma; que incluem qualidade de vida e habitação&comma; saúde sexual e o respeito ao declínio físico&comma; psíquico e social do&nbsp&semi;idoso&period; Também engloba a importância da estimulação cognitiva&comma; o dever estatal de atendimento às necessidades básicas das pessoas que passaram dos 60 anos e aspectos da previdência social&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<figure class&equals;"wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p><em><strong>A economia capitalista&comma; fortemente implantada em nosso meio&comma; considera os seres humanos como &OpenCurlyDoubleQuote;agentes econômicos” com características produtivas&comma; determinada idade e com certa força de trabalho &lpar;&&num;8230&semi;&rpar;&period; Esse cenário deduz que os idosos são considerados&comma; dentro da globalização&comma; como um &OpenCurlyDoubleQuote;objeto” inútil&comma; apolítico&comma; amnésico&comma; sem criatividade ou capacidade de se desenvolver&period; Isso gera uma barreira entre a sociedade e a velhice&comma; que se reflete na família e no Estado&comma; de modo que aqueles que têm 60 anos ou mais&comma; se enquadram na categoria de grupo vulnerável&period;<&sol;strong><&sol;em><br><&sol;p><cite><em>&lpar;<strong>Tratado da Pessoa Idosa<&sol;strong>&comma; p&period; 535&rpar;<&sol;em><&sol;cite><&sol;blockquote><&sol;figure>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Coordenado pela pós-doutora em Direito da Bioética Regina Beatriz Tavares da Silva&comma; pela advogada familiarista Kátia Boulos&comma; e pela professora de Direito Romano Maria José Bravo Bosch&comma; o livro apresenta o intercâmbio de experiências sobre tutela da pessoa idosa entre vários países&period; O estudo dedica diversos capítulos ao tema que reflete uma preocupação mundial&colon; a segurança do idoso&comma; abordando o papel das políticas públicas na proteção e projeção da maturidade&comma; o papel do Ministério Público na tutela dos direitos da pessoa com mais de 60 anos&comma; um estudo sobre o sistema protetivo ao idoso no Brasil e trata&comma; também&comma; da vulnerabilidade do consumidor idoso e a necessidade de proteção especial&period;<&sol;p>&NewLine;&NewLine;&NewLine;&NewLine;<p>Tratado da Pessoa Idosa é a segunda publicação da Almedina Brasil em parceria com a Associação de Direito de Família e das Sucessões – ADFAS&period; Os estudos desta obra são assinados por professores&comma; advogados&comma; promotores&comma; procuradores e juízes&comma; e resultam da troca de profundos conhecimentos e largas experiências durante congressos internacionais&period; Revisado e atualizado&comma; o material recebeu outras contribuições e&comma; além de auxiliar acadêmicos e profissionais do Direito a se atualizarem sobre os temas&comma; favorece amplo debate a respeito da &lpar;des&rpar; valorização do idoso&period;<&sol;p>&NewLine;

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