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Crítica – O Enfermeiro da Noite

O título brasileiro de O Enfermeiro da Noite constrói uma expectativa equivocada no público. Se no original o título The Good Nurse (algo como A Boa Enfermeira em português) fazia menção à personagem vivida por Jessica Chastain que serve como ponto de entrada na história, a tradução brasileira dá a entender que a história seria contada na perspectiva do assassino em série vivido por Eddie Redmayne, o que não acontece.

A trama, baseada em eventos reais, é protagonizada por Amy (Jessica Chastain), uma enfermeira que recentemente descobriu uma cardiomiopatia severa que necessita de um transplante de coração. Ela precisaria se licenciar do trabalho para evitar mais dano cardíaco, mas precisa trabalhar por pelo menos mais quatro meses para ter direito ao transplante para o plano da empresa. Assim, ela decide manter a doença oculta. O problema é descoberto por Charlie (Eddie Redmayne), um enfermeiro recém contratado para o mesmo turno de Amy que se compromete a ajudá-la e manter o segredo. Porém, quando pacientes começam a morrer de forma suspeita Amy começa a pensar que Charlie pode estar envolvido.


Eddie Redmayne entrega aqui aquela que pode ser a melhor interpretação de sua carreira, evitando os cacoetes de interpretação que são típicos de seus trabalhos para priorizar uma composição mais discreta, como se fizesse o esforço consciente de construir Charlie como um sujeito genérico e pouco memorável. Alguém que é manso e gentil o suficiente para não termos nenhuma animosidade, mas sem nenhum traço memorável o suficiente para chamar nossa atenção. A ideia parece ser a de mostrar como assassinos em série conseguem facilmente ganhar a confiança das pessoas e transitam de um crime para outro sem despertar suspeitas.

Já Chastain é eficiente em evocar a vulnerabilidade de Amy, alguém que sabe que deveria parar de trabalhar, mas continua por não ter escolha. É visível o temor dela a respeito de sua condição de saúde ao mesmo tempo em que vemos o cuidado que ela tem com os pacientes e o estoicismo de tentar não contar nenhum de seus problemas para as filhas. É alguém que mesmo em seu momento mais baixo tenta fazer a coisa certa por sua família e seus pacientes, inclusive arriscando demissão ao ir contra o hospital e colaborar com a polícia quando passa a suspeitar de Charlie.

Os problemas de saúde de Amy serviriam para falar da precariedade do sistema de saúde dos Estados Unidos e como essas corporações privadas basicamente fazem o que querem com seus funcionários e pacientes. A questão é que esses temas acabam subaproveitados, aparecendo apenas para mostrar como Charlie se aproximou dela e assim que a trama passa a focar na investigação das mortes no hospital, os problemas de Amy ficam pouco desenvolvidos. Do mesmo modo, como a trama é contada do ponto de vista de Amy, acabamos por saber muito pouco sobre Charlie, de onde ele vem ou como ele se tornou o que é. A composição de Eddie Redmanyne consegue dar humanidade suficiente a Charlie para que ele não descambe para um retrato unidimensional de serial killer, mas o texto fica aquém tanto do trabalho dele quanto do de Chastain, se mantendo na superfície dos dois personagens.

A direção do dinamarquês Tobias Lindholm consegue criar uma atmosfera constante de tensão e desconforto. Desde o momento em que somos apresentados a Charlie o filme instila no espectador a sensação de que há algo profundamente errado e esse sentimento só cresce conforme vemos a polícia ser o tempo todo sabotada pelo hospital e o modo como empregadores anteriores de Charlie se recusam a dar qualquer informação sobre ele. O que chama atenção é o modo sóbrio como Lindholm constrói sua atmosfera, sem precisar recorrer a momentos grandiosos de tensão, preferindo uma encenação mais naturalista. O modo como os hospitais privados enterram as ações de Charlie por medo de serem considerados cúmplices das mortes seria outro ponto para o filme criticar a estrutura de saúde dos EUA, no qual tudo é privado e lucro está sempre em primeiro lugar, no entanto, assim como na trama de Amy, essas questões nunca são tratadas com a contundência necessária.

Desta maneira, O Enfermeiro da Noite é um estudo de personagem que vale mais pela atmosfera de e incerteza e pelo trabalho da dupla principal, já que o texto se mantem na superfície dos dois protagonistas.

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