<p>Quando ligava o rádio do caminhão nos longos trajetos que fazia como caminhoneiro, Antonio Moisés não imaginava que, anos depois, ele quem seria o fabricante do equipamento de som que alegrava suas jornadas. A <a href="http://www.amvox.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amvox</a>, empresa de eletroeletrônicos fundada por ele, completa 18 anos e aposta na música para embalar os brasileiros e em produtos direcionados ao lazer. Na contramão da crise, a empresa cresceu 65% na pandemia e investiu US$ 2 milhões em tecnologia para manter o ritmo acelerado.</p>



<p>&#8220;O mercado muda e a gente se adapta para acompanhar &#8211; e para antever tendências&#8221;, diz Antonio Moisés, que dá voz à empresa como conselheiro após ter passado o comando a dois filhos, Guilherme Santos e Antonio Flávio Santos, que o acompanham desde o início da empreitada. Do transporte de materiais de construção ele montou uma empresa de distribuição de cimento e conseguiu abrir lojas desses produtos na próspera região cacaueira da Bahia. Apaixonado pela estrada, trouxe de uma viagem aos Estados Unidos uma motocicleta para desbravar o país, em 1988. Em outras férias, foi a vez de um carro e de algumas encomendas para amigos, cujos pedidos eram constantes e seguiram sucessivamente.</p>



<p>O baiano enxergou, então, a oportunidade de trabalhar com importação e fez parceria com uma empresa americana &#8211; de quem foi representante de eletrônicos de 1991 a 2002. No ano seguinte nascia a Amvox, que adquire peças da China, faz a montagem dos eletroeletrônicos no Brasil &#8211; na fábrica em Camaçari (BA) -, e distribui em todo o Brasil. &#8220;A experiência como trade nos trouxe o aprendizado de que é fundamental selecionar e controlar a qualidade dos produtos. Passamos, então, a ir para China para escolher nossos próprios fornecedores, criteriosamente&#8221;, conta Guilherme, diretor comercial da companhia, que aprendeu o básico de mandarim, apesar de se comunicar em inglês nas negociações.</p>



<p>Os parceiros chineses desenvolvem moldes exclusivos para a Amvox, para que sejam únicos, modernos e com design diferenciado. Máquina de datilografar e de fax já fizeram parte do portfólio, assim como os DVDs players, que tinham sido o maior sucesso antes dessa era do áudio. &#8220;Em 2015, o som representava 12% e hoje representa 85% do negócio. Antigamente só existiam os players internacionais, então viemos com a proposta de ser nacional e acessível, com produtos bonitos e de qualidade&#8221;, diz Guilherme. A linha de eletroportáteis equivale a outros 10% e a de climatizadores a 5% das vendas.</p>



<p>O carro-chefe, hoje, são as caixas amplificadas, líder em volume de transações. &#8220;Música é alegria, é esperança e felicidade. Ela marca fases da vida, momentos como as viagens de carro que fazia com meu pai, ao som de grandes artistas&#8221;, lembra Antonio Flávio, diretor de marketing. O passado inspira, mas a Amvox está de olho no futuro &#8211; e investe em inovação: injetou, em 2021, US$ 2 milhões em tecnologia, em moldes e equipamentos para a linha de produção. A empresa introduziu o Power X (TWS) &#8211; que permite a conexão das caixas amplificadas, para deixar o som mais potente &#8211; e foi pioneira no uso da bobina dupla Double Coil &#8211; que potencializa e melhora a qualidade do som &#8211; no Brasil.</p>



<p><strong>Crescimento na pandemia</strong></p>



<p>Durante a pandemia, a ;<a href="https://www.amvox.com.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Amvox ;</a>patrocinou mais de 80 lives de artistas para incentivar a cultura e se aproximar dos consumidores, como Ivete Sangalo, Wesley Safadão, Leo Santana, Diogo Nogueira, Lexa, Dennis DJ, Marcelo Falcão e Bruno &; Marrone. &#8220;A música aproximou as famílias em um momento em que não podia ter festa e juntar os amigos. E o papel da Amvox é reunir as pessoas e proporcionar alegria e diversão no conforto do lar&#8221;, diz Antonio Flávio. Equipamentos de som, climatizadores, churrasqueiras elétricas, air fryers e pipoqueiras elétricas geraram crescimento de 65% da empresa no último ano &#8211; e também nos dois anteriores.</p>



<p>A previsão é fechar 2021 com o faturamento de 45 a 50% maior ao do ano passado e contribuir cada vez mais com o lazer do brasileiro. &#8220;Tenho muito orgulho em levar alegria às pessoas e em ter passado esse legado aos meus filhos, que embarcaram nessa missão com o mesmo afinco, na mesma sintonia&#8221;, vibra o fundador, Antonio Moisés, em uma das costumeiras visitas surpresa à fábrica.</p>

Caminhoneiro baiano constrói império do som e investe US$ 2 milhões em tecnologia

