<p>A quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus vem aumentando os casos da tracional dor nas costas, mal que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), deve atingir cerca de 80% da população mundial. ;</p>



<p>Porém, um fato que preocupa os médicos é o crescimento do número de crianças e adolescentes afetados por dores nas costas. Os motivos para esse aumento nos números vão desde a falta de exercício, até a má postura na hora de trabalhar. Entretanto é a falta de mobilidade é a grande vilã nessa história.</p>



<p>O fisioterapeuta e proprietário da Clínica Cuidar, Alan Dantas, explica que as pessoas por estarem mais restritas em domicílio, mesmo que praticando exercícios em casa, ; se movimentam pouco e com isso o corpo fica mais enrijecido, e ; tende a perder sua capacidade de se mobilizar. ; A brusca redução das atividades favorecem ao enrijecimento do corpo e redução da mobilidade geral do corpo e assim a perda da mobilidade gera uma adaptação e quando menos esperamos a dor surge. A sensação é de exigir mais que nosso corpo pode oferecer na naquele momento somos capazes de tolerar.</p>



<p>“O paciente não tem mobilidade e quando precisa usufruir um pouco mais dessa flexibilidade natural que o corpo tinha, o músculo entende que foi exigido demais dele por estar enrijecido e, como defesa, trava” explica Alan. ;</p>



<p>A boa notícia é que pequenas mudanças já ajudam a prevenir e aliviar os sintomas, como alongamento, cuidado ao deitar e ao levantar, postura correta para pegar e carregar pesos, e o mais importante de todos, o exercício.</p>



<p>E o exercício não é só para fortalecer o músculo. “Estudos comprovam que músculo forte não é garantia de coluna protegida, na verdade o que garante uma melhor saúde da coluna é a mobilidade. Por isso sempre buscamos oferecer ao paciente maneira que ele possa se mover com a amplitude de movimentos que nosso corpo tem sem sofrer com dores”, afirma Alan.</p>



<p>O aumento no número de casos de dores nas costa na quarentena é justamente por essa falta de mobilidade. “Um trabalhador administrativo que fica sempre sentado, sem se mover muito e com uma frequência respiratória mais baixa, acaba que seu ; sistema muscular adota aquele ritmo como sendo o normal e quando, de repente, resolve varrer a casa, levantar um sofá, ou até fazer um exercício a coluna trava por ter exigido demasiadamente do corpo antes de ter sido feito um preparo para a realização dessas atividades”, explica Alan.</p>



<p>A falta de mobilidade também é um dos fatores que vem causando o crescimento dos problemas de dores nas costas em crianças e adolescentes. ; As crianças, antes dos tablets e video games, corriam na rua, pulavam corda, andavam de bicicleta, o que lhes dava uma maior mobilidade. Com a chegada e popularização dos computadores, tablets, celulares, videogames e netflix as crianças não se movimentam mais como antes. ;</p>



<p>Alan ainda ratifica que os grandes vilões que podem estar tornando os seres humanos mais sedentários são justamente os avanços das tecnologias que cada vez mais oferecem para as pessoas o que elas necessitam sem grandes esforços. ;</p>



<p>Um exemplo disso são as casas inteligentes, que permitem que o morador abra a janela, acenda a luz, feche a cortina ou limpe o chão, com apenas alguns toques no controle sem precisar sair do sofá para isso.</p>

Falta de mobilidade é o grande vilão das famosas dores nas costas

