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Do Caos à Crônica

Retrospectiva

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Hoje escrevi os agradecimentos da minha Dissertação do Mestrado. Embora esse tópico fique bem no início do trabalho, foi o que eu redigi por último, faltando apenas um mês para agendar a defesa pública. E isso foi bom, porque ao escrever no final do curso, pude olhar para esses dois anos e observar quem realmente esteve ao meu lado em todos os momentos. Algumas pessoas que estavam no início, sumiram como pó. Outras apareceram no meio e evaporaram assim que as coisas complicaram. E, para a minha sorte, uns indivíduos, raçudos e extraordinários, se mantiveram firmes ao meu lado até o final.

Foram dois anos intensos, difíceis, e muito emocionantes. Teve muito choro – de alegria e de aflição também. Se teve angústia? Teve, sim, e como teve! Mas, no fim, tudo se resolveu… E essa pesquisa já está gerando belos frutos. Mas não vim falar da pesquisa, do Mestrado e nem desses frutos, mas sim de quando eu estava escrevendo o tal agradecimento.

Atualmente, o ato de “escrever” recebe a medalha de bronze na minha vida, perdendo apenas para o de “respirar” e o de “falar”. Ainda assim, esse agradecimento me tirou o chão… Foi uma verdadeira rasteira de capoeirista! Fiquei complemente emocionada! Foi lindo, indescritível! Chorei de emoção… Mas foi um choro bom e feliz. Já falei aqui que sou chorona? Pois é… Eu sou um bocadinho.

Lembrei-me dos momentos mais marcantes desses dois anos, das pessoas mais significativas, das experiências que mais me acrescentaram. Senti felicidade, amor e gratidão. E uma sensação de que “tudo vai dar certo” me preencheu instantaneamente.

Fui tomada por uma certeza: tudo muda o tempo todo. Um dia você sente que o mundo caiu e, no ano seguinte, ao lembrar da situação, você chega ri! Porque já passou! Tudo se resolveu. Pessoas vêm e vão, passamos por altos e baixos e, com o tempo, as coisas se ajustam.

Percebi outra coisa… Quem realmente lhe ama, estará ao seu lado. Por isso, sugiro ao leitor que faça esse exercício de retrospectiva e de agradecimento. “Ah, Fernanda, você quer que eu chore?”. É um choro bom, acredite! Há lágrimas que lavam a alma e renovam a nossa fé na vida.

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8 Comentários

8 Comments

  1. Talita

    27 de janeiro de 2020 em 22:46

    Amiga, que bom que vc está concluindo mais uma etapa da sua vida!!! Seu futuro é brilhante

    • Fernanda Sá

      10 de fevereiro de 2020 em 10:10

      Obrigada, Tita! Assim seja, minha amiga! Beijos

  2. ANA FERRER

    28 de janeiro de 2020 em 11:51

    Parabéns Nanda.Vc é Dez.
    Sobrinha querida só quero lhe desejar.Sucesso !!!!

    • Fernanda Sá

      10 de fevereiro de 2020 em 10:10

      Obrigada de coração! Sucesso para todas nós!

  3. Maria das Graças Pimentel Sá

    28 de janeiro de 2020 em 13:11

    Que crônica linda, Fernanda
    É uma demonstração do qto vc é sensível e grata às pessoas que passaram pela sua trajetória. Pois todas deixam e levam um pouquinho de nós. Parabéns e muito sucesso no seu Mestrado, vc é merecedora dessa vitória.

  4. Anair Araújo Reis

    28 de janeiro de 2020 em 20:55

    Mais uma bela e agradável crônica! Parabéns Nanda! Sua crônica reflete o que todos que estão na missão de escrever uma tese, sobre um trabalho desenvolvido sentem, passam. Não é fácil. O aprendizado acumulado ao longo desse caminho desafiador mas estimulante, e o sentimento de gratidão para com aqueles chegaram junto até o final trazem a alegria e felicidade do sentimento de vitória. Parabéns pela conclusão do seu belo e importante trabalho. Tenho certeza que a sua apresentação e defesa serão um sucesso, terão grande repercussão e seu trabalho será uma referência para novos estudos que se seguirão. E que venha o doutorado! Um forte e carinhoso abraço. Felicidades! 😘❤ 😘

    • Fernanda Sá

      10 de fevereiro de 2020 em 10:12

      Que assim seja, Anair! Muito obrigada pelos seus votos de sucesso! Beijo grande

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Do Caos à Crônica

De marchinha em marchinha, eu vou!

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Êêêêê Faraó! Já é carnaval, minha Bahia! Levanta dessa cama… Se sacode ai! É maravilhoso curtir o nosso bom e velho Axé, a imortal marchinha e outros tantos ritmos que foram agregados à grande festa! É fantástico viver essa mistura de pessoas, cores e sons!

No carnaval, o foco deve ser exclusivamente a diversão! Se não for essa sua finalidade, então nem vá… “Ah, estou estressado, quero relaxar…” – procure uma pousada na praia, senão vai acabar em roda de briga! “Ah, quero beijar na boca…” – melhor fazer isso no resto do ano, porque essa é uma festa um pouco insalubre para ir com esse foco. “Ah, quero me embebedar!” – por sua conta e risco, porque o socorro demora muito mais para chegar. “Ah, Fernanda, não posso fazer nada?”. Pessoal, no carnaval, o bom mesmo é cantar, dançar e pular com os amigos pelas ruas… É fazer essa folia sentindo o estremecer do trio batendo no peito e o calor humano correndo pelo corpo… É poder pular olhando para a imensidão do céu e sentir no cabelo uma brisa que vem do mar!

Atrás do trio elétrico, o coração vibra… Tem música que faz o corpo todo se arrepiar! É uma energia sem igual! Mas quem nunca deu a volta no trio elétrico não sabe do que eu estou falando, infelizmente! E não tem camarote que chegue aos pés dessa emoção! Nesse momento, não tem chuva, não tem sede, nem sono… Cansaço? Nem pensar! Mas também não tem salto alto que combine com carnaval, convenhamos! Eu tenho altura de fada de filme infantil e sempre usei tênis no carnaval. Então não vale ir de salto e depois reclamar de dor no pé, beleza?

Já fui muito carnavalesca… Já pulei muito ao som do timbal, porque toneladas de desejo sempre me levaram à grande festa. Mas esse ano estou precisando relaxar. Então, seguindo os meus próprios conselhos, passarei os sete dias numa rede à beira-mar – quase vegetando. Por isso, se me virem na muvuca, saibam que não sou eu… É pura ilusão de ótica!

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Do Caos à Crônica

Paciência em cápsulas, por favor

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Paciência é algo que eu nunca tive. Será que é um dom? Ou seria uma habilidade? As pessoas nascem com o “gene da paciência” ou é uma aptidão a ser desenvolvida ao longo da vida? Preciso saber logo (sim, tudo meu tem um certo grau de urgência).

Geralmente, o impaciente não tolera nem a própria impaciência. E tenho várias hipóteses sobre a raiz disso… Seria a necessidade de controle? Seria o perfeccionismo? Mas agora o que interessa: o que eu devo fazer para ser mais paciente?

Ah, não venha me dizer que “com o tempo, com a maturidade…”. Essa hipótese é falha demais! O que eu mais conheço é velhinho pior do que eu. E o meu imediatismo não se conformaria com essa ideia de me esperar envelhecer.

Ah, tem a estratégia da meditação também! “Respira fundo, Fefê…”. Isso aí eu já faço! É uma maravilha, realmente. Yoga, meditação, respiração… Adoro! Mas não tem sido suficiente. Acredite: estou há seis anos nessa brincadeira de respirar fundo.

Quero crer que seja uma habilidade, e não um dom… Torço para que a paciência seja possível de ser desenvolvida. Porque assim, ainda terei alguma chance de não passar o resto da minha vida passando raiva e pegando ar.

Já sei… Vou procurar tutoriais online sobre isso: “Como desenvolver sua paciência em 10 dias”. Ou então: “Seja paciente você também”. Hoje em dia, tem tutorial para tudo, não é mesmo? Pode ser que exista a solução em cápsulas, será? “Pílula da paciência: você zen em apenas 30 doses”. Olha que satisfação! Afinal, vendem magia para tantos problemas, porque não para a fonte da maioria deles? Vou procurar!

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Blindar-se para não sentir

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Não sei quantas vezes eu repeli as pessoas para não sentir. Já perdi as contas (mas eu nunca fui boa de conta mesmo). É possível simplesmente não sentir? Quando tento, surge um sentimento insosso que causa um motim das minhas emoções subjugadas… É o caos! Especialmente porque eu sempre senti tudo com muito mais intensidade do que gostaria.

Já cogitei me encasular como uma borboleta. Realmente “fechar para balanço”, como dizem, sabe? Mas então retomo a consciência e me convenço de que me isolar numa redoma não funcionaria… Pelo menos não para mim. A rebelião interna seria muito mais avassaladora do que qualquer novidade externa. O preço seria alto demais. E esse fenômeno de sentir demais, creio que seja irremediável.

Convenhamos, nós não sabemos lidar com sentimentos! Nós não compreendemos nem os nossos, muito menos os dos outros. Alguém te ensinou a lidar com seus sentimentos? Não, né? Nós aprendemos sobre Logaritmos, mas não aprendemos sobre isso – e até hoje eu nunca usei o fofo do Log. Mas não se preocupe, pois está confirmado que eu vou passar o resto da minha vida testando diversas teorias sobre como lidar com os sentimentos.

Antigamente, eu transbordava toda essa exorbitância sentimental através da dança. Hoje, embora a música ainda tenha esse poder de me fazer viajar em movimentos, eu escrevo muito mais do que danço. Feche os olhos e dance livremente. Isso gera uma mistura de leveza, conexão, frenesi… É surreal! Mas pode ser que você sinta isso pintando, meditando, cantando, correndo, nadando… São infinitas as possibilidades! Descubra o que provoca essa sensação em você!

Seja dançando ou escrevendo, vou continuar extravasando as minhas emoções por aí… O que aqui dentro é caos, aí fora é crônica!

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