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Cinema

Crítica: “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”

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Os dois primeiros filmes da franquia “O Exterminador do Futuro” marcaram época quando foram lançados, em 84 e 91. Nas tramas, máquinas do futuro voltavam ao passado para matar John Connor, que nasceria para se tornar o líder dos humanos na guerra contra as máquinas. Criada por James Cameron, a franquia ganhou três continuações fraquíssimas – sendo que, em uma, John Connor era o vilão -, sem a presença de seu criador.

“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” teve a volta de Cameron e prometia ter tudo aquilo que faltou nas outras sequências. E, após os 120 minutos de projeção, vimos que o longa só ficou na promessa.

Nos primeiros cinco minutos da trama, a única que oficialmente é sequência direta de “O Exterminador do Futuro: Julgamento Final”, já começa praticamente apagando todos os anteriores, dando um reboot na série. E os efeitos especiais que rejuvenesceram John Connor (Edward Furlong), Sarah Connor (Linda Hamilton) e o exterminador (Arnold Schwarzenegger) impressionam.

Vamos então para a Cidade do México, onde a jovem e trabalhadora Daniela Ramos (Natalia Reyes), que está preocupada na empresa com a chegada das máquinas – essas, normais, da indústria. Quando um exterminador (Gabriel Luna) aparece para matá-la, Grace (Mackenzie Davis), uma humana “aprimorada”, surge para salvá-la, pois ela é importante para o futuro da humanidade. Claro que vai contar com a ajuda de Sarah Connor, já expert em exterminadores, para ajudá-la. A partir daí, a ação não para.

Um dos problemas é que o diretor Tim Miller, de “Deadpool”, já mostrou que não sabe dirigir cenas de ação – algo complicado quando o filme é… de ação. E isso enfraquece o longa, já que as cenas de ação são confusas, rápidas, com inúmeras câmeras lentas do vilão sendo agredido, rasgando a pele e regenerando, o que torna cansativo.

O roteiro escrito por David S. Goyer, Justin Rhodes e Billy Ray não traz novidade nenhuma para a franquia, repleto de clichês, com a história tendo sido criada por mais quatro pessoas, inclusive James Cameron. Alguns diálogos são sofríveis, com Sarah parecendo muitas vezes uma coach. A suposta surpresa do filme é tão óbvia, que até dá agonia a demora dessa “revelação”.

O destaque do filme fica apenas no reencontro de Sarah com o exterminador Schwarzenegger. Rever os dois juntos após quase 30 anos é o único charme do filme. Pena que o encontro seria muito mais emocionante caso fosse uma surpresa e não constasse no trailer.

Só espero que, dessa vez, não pensem em uma nova continuação. Para mim, a série vai continuar apenas com os dois primeiros filmes.

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Jornalista que escreve sobre cultura, cinema, viagem e tecnologia no Bahia Social Vip. Contato: brunoporciuncula@gmail.com

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Estrelada por Renée Zellweger, cinebiografia de Judy Garland ganha primeiro trailer

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A vencedora do Oscar Renée Zellweger (por “Cold Mountain”) está irreconhecível no papel de Judy Garland, a multitalentosa artista considerada uma das principais estrelas da “Era de Ouro” de Hollywood. No emotivo trailer de “Judy”, ao som de “Somewhere Over the Rainbow“, a atriz revive nas telonas o dia a dia de Garland sob os holofotes, seus relacionamentos amorosos e a sofrida separação dos filhos, para sua importante viagem a Londres, em 1968.

Com estreia nacional agendada para 16 de janeiro e distribuição Paris Filmes, a produção já desponta em conversas sobre prêmios, incluindo uma possível indicação ao Oscar 2020. Dirigido por Rupert Goold e adaptado da peça teatral “End of the Rainbow” de Peter Quilter, o filme transcorre durante o último ano de Judy antes de sua morte, aos 47 anos, e traz flashes da rígida adolescência da artista. Com problemas financeiros e sofrendo com os recentes divórcios, a artista embarca em uma turnê de shows em Londres, durante o inverno de 1968.

Além de Renée Zellweger, intérprete de Judy Garland, o longa traz Bella Ramsey como sua filha, Lorna Luft, e Rufus Sewell como pai de Lorna. Michael Gambon é Bernard Delfont, o empresário por trás da turnê; Finn Wittrock dá vida a Mickey Deans, o quinto e último marido de Garland.

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Cinema

Crítica: “As Panteras”

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O trio de espiãs ganha mais uma nova versão no cinema, após terem sido interpretadas por Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore em dois filmes no início dos anos 2000 em duas adaptações da famosa série dos anos 70. Agora, três jovens atrizes assumem os papéis dos “anjos de Charlie” e tentam revitalizar a franquia com “As Panteras”, que já está em cartaz nos cinemas.

Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott, a Janine de “Aladdin”) precisam impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade. Para isso, vão viajar o mundo (creio que foi o filme no qual os protagonistas mais viajaram, chega uma hora que a gente até se perde) para enfrentar os inimigos.

Dirigido e escrito por Elizabeth Banks, que interpreta a chefe Bosley, essa nova versão de “As Panteras” já nos surpreende ao começar mostrando a paisagem do Rio de Janeiro à noite, com uma música de Anitta dando o tom da aventura.

Apesar das ótimas atuações de Kristen (que claramente é a que mais se diverte), Ella e Naomi, as personagens não têm carisma, algo que sobrava nas versões anteriores. O ator Patrick Stewart (o eterno Charlie Xavier) é completamente desperdiçado e me faz lembrar que até os grandes atores precisam entrar em algumas roubadas já que os boletos chegam todo mês.

Elizabeth Banks se saiu pior ainda como roteirista. Os diálogos são sofríveis, apesar de algumas bem-vindas sacadas ironizando o machismo que ainda persiste na nossa sociedade. A trama é previsível e megalomaníaca, com a empresa Townsend sendo praticamente uma multinacional de agentes secretas por todo o mundo, criando um universo que pode ser explorado em outros filmes e, pior, se levando a sério demais.

Se o filme ainda tivesse muitas cenas de ação espetaculares, a trama poderia até ficar em segundo plano, mas não há nenhum momento memorável do filme, sendo completamente esquecido após algumas horas de sua projeção.

Ainda não foi dessa vez que “As Panteras” teve uma grande aventura nas telonas.

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Cinema

Thriller psicológico “O Homem Invisível” ganha primeiro trailer

O filme chega aos cinemas brasileiros em 27 de fevereiro de 2020.

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O thriller psicológico “O Homem Invisível” (The Invisible Man) – lançamento da Universal Pictures com produção da Blumhouse -, acaba de ganhar seu primeiro trailer e cartaz.

Com base no clássico livro homônimo, de H.G. Wells, e no filme lançado pela Universal em 1933, a produção acompanha a vida de Cecília (Elisabeth Moss) após a misteriosa morte de seu namorado Adrian – com quem vivia um relacionamento abusivo. Moss descobre que ele lhe deixou uma herança milionária, mas com algumas estranhas condições.

Com direção e roteiro de Leigh Whannell (Sobrenatural: A Última Chave), “O Homem Invisível” é produzido por Jason Blum, da Blumhouse (Nós; Fragmentado; Halloween) e Kyle du Fresne. Os atores Storm Reid (Euphoria; 12 Anos de Escravidão) e Oliver Jackson-Cohen (A Maldição da Residência Hill) também estão no elenco. O filme chega aos cinemas brasileiros em 27 de fevereiro de 2020.

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