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Do Caos à Crônica

Dance, Cláudia

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Era verão, e Cláudia aceitou o convite do tio para um passeio de lancha. O mar estava forte, mas ela estava se divertindo como nunca! Conversava com o pessoal, cantava, bebia, ria… O verão sempre foi a estação preferida de Claudinha. Ela sempre considerou o Sol como uma das suas maiores fontes de energia, além de ser fascinada pelo mar. A garota estava feliz da vida.

Pararam para almoçar num bar a beira-mar. Lá continuaram todos muito contentes e falantes, e depois voltaram andando pela praia, em direção à lancha. Nesse caminho, Cláudia começou a cantarolar a música que estava tocando no bar, e pôs-se a dançar. Não para se exibir. Não! Claudinha estava pura alegria e é assim que ela expressa a sua gratidão pela vida.

Uma vez li num livro a frase “nunca ande quando puder dançar”. A Claudinha era a expressão viva e pulsante dessa frase naquele momento. Como um pássaro a voar, a Claudinha dançou em vez de andar.

As vezes, me pergunto porque a alegria e a liberdade incomodam tanto Porque as nossas inseguranças nos impedem de deixar que os outros usufruam de momentos tão raros e mágicos. Pois foi o que aconteceu. O namorado de Cláudia não soube lidar com a alegria da moça, e disse: As pessoas lá do bar devem estar te olhando e dizendo ‘Olha lá, a gordinha arrochando!’.

Meus sentimentos por você ter recebido esse tipo de energia, interrompendo um momento tão especial, Cláudia! Uma memória de entusiamo pela vida lhe foi tolhida por um comentário maldoso. Sinto muito mesmo. Mas não deixe que isso lhe afaste do seu entusiasmo, que isso apague o seu brilho. Sei que você ficou triste e aborrecida, mas lembre-se da sua essência.

Você tem um brilho tão fantástico que… Presta atenção nisso, Cláudia: alguns vão te admirar, outros vão te invejar; mas não deixe que a inveja e nem a admiração te afetem, ou quem mudem quem você realmente é. Seja você, independentemente da aprovação do outro.

Dance pela areia… O Sol sente falta de abrasar a sua pele e de esquentar o seu coração… A brisa gostaria de alisar a sua face e de acariciar os seus cabelos… O mar deseja molhar os seus pés e lavar a sua alma! Então, dance, Cláudia… Apenas dance!

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11 Comentários

11 Comments

  1. ANA FERRER

    7 de outubro de 2019 em 07:55

    Sensacional

    • Fernanda Sá

      8 de outubro de 2019 em 18:52

      Obrigada, Ana!

  2. Fatima

    7 de outubro de 2019 em 08:28

    Não podemos deixar que os outros nos ditem o que devemos ser. Que sejamos sempre leves e alegres.

    • Fernanda Sá

      8 de outubro de 2019 em 18:52

      Com certeza! Assim seja!

  3. Talita

    7 de outubro de 2019 em 08:28

    Vá com força , Cláudia!!

    • Fernanda Sá

      8 de outubro de 2019 em 18:53

      Obrigada por acompanhar a coluna, Talita!

  4. Hamora

    7 de outubro de 2019 em 10:32

    Aii que lindo texto!
    A Claudia tem mais é que se jogar… Viver o momento agora! As oportunidades passam e a gente vai deixando de ser feliz e aproveitar cada momento!

    • Fernanda Sá

      8 de outubro de 2019 em 18:54

      Isso mesmo! A vida é agora!
      <3

  5. Maria das Graças Pimentel Sá

    7 de outubro de 2019 em 16:26

    Amei sua crônica, Cláudia é uma garota sensacional, alegre, feliz e não deve permitir que ninguém mude o seu jeito de ser. Que toda mulher tenha a coragem de saber viver e buscar a sua felicidade!
    Excelente! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

    • Fernanda Sá

      8 de outubro de 2019 em 18:54

      Com certeza! Que sejamos livres e autênticas! Obrigada! Beijos!

  6. Anair

    10 de outubro de 2019 em 20:08

    Adorei a crônica Nanda. Parabéns! Na vida temos que respeitar o outro e principalmente, nos respeitar. O nosso jeito de ser, os nossos desejos, a nossa história…. a nossa felicidade… Não temos que mudar o nosso jeito, abrir mão de nossos anseios para satisfazer a outras pessoas.
    Dançar andando, andar dançando…Na areia, aonde for. Estar feliz, é o que importa. Claudia tem mesmo é que continuar dançando e feliz! Sempre! Beijo Nanda! ❤

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Do Caos à Crônica

De marchinha em marchinha, eu vou!

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Êêêêê Faraó! Já é carnaval, minha Bahia! Levanta dessa cama… Se sacode ai! É maravilhoso curtir o nosso bom e velho Axé, a imortal marchinha e outros tantos ritmos que foram agregados à grande festa! É fantástico viver essa mistura de pessoas, cores e sons!

No carnaval, o foco deve ser exclusivamente a diversão! Se não for essa sua finalidade, então nem vá… “Ah, estou estressado, quero relaxar…” – procure uma pousada na praia, senão vai acabar em roda de briga! “Ah, quero beijar na boca…” – melhor fazer isso no resto do ano, porque essa é uma festa um pouco insalubre para ir com esse foco. “Ah, quero me embebedar!” – por sua conta e risco, porque o socorro demora muito mais para chegar. “Ah, Fernanda, não posso fazer nada?”. Pessoal, no carnaval, o bom mesmo é cantar, dançar e pular com os amigos pelas ruas… É fazer essa folia sentindo o estremecer do trio batendo no peito e o calor humano correndo pelo corpo… É poder pular olhando para a imensidão do céu e sentir no cabelo uma brisa que vem do mar!

Atrás do trio elétrico, o coração vibra… Tem música que faz o corpo todo se arrepiar! É uma energia sem igual! Mas quem nunca deu a volta no trio elétrico não sabe do que eu estou falando, infelizmente! E não tem camarote que chegue aos pés dessa emoção! Nesse momento, não tem chuva, não tem sede, nem sono… Cansaço? Nem pensar! Mas também não tem salto alto que combine com carnaval, convenhamos! Eu tenho altura de fada de filme infantil e sempre usei tênis no carnaval. Então não vale ir de salto e depois reclamar de dor no pé, beleza?

Já fui muito carnavalesca… Já pulei muito ao som do timbal, porque toneladas de desejo sempre me levaram à grande festa. Mas esse ano estou precisando relaxar. Então, seguindo os meus próprios conselhos, passarei os sete dias numa rede à beira-mar – quase vegetando. Por isso, se me virem na muvuca, saibam que não sou eu… É pura ilusão de ótica!

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Do Caos à Crônica

Paciência em cápsulas, por favor

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Paciência é algo que eu nunca tive. Será que é um dom? Ou seria uma habilidade? As pessoas nascem com o “gene da paciência” ou é uma aptidão a ser desenvolvida ao longo da vida? Preciso saber logo (sim, tudo meu tem um certo grau de urgência).

Geralmente, o impaciente não tolera nem a própria impaciência. E tenho várias hipóteses sobre a raiz disso… Seria a necessidade de controle? Seria o perfeccionismo? Mas agora o que interessa: o que eu devo fazer para ser mais paciente?

Ah, não venha me dizer que “com o tempo, com a maturidade…”. Essa hipótese é falha demais! O que eu mais conheço é velhinho pior do que eu. E o meu imediatismo não se conformaria com essa ideia de me esperar envelhecer.

Ah, tem a estratégia da meditação também! “Respira fundo, Fefê…”. Isso aí eu já faço! É uma maravilha, realmente. Yoga, meditação, respiração… Adoro! Mas não tem sido suficiente. Acredite: estou há seis anos nessa brincadeira de respirar fundo.

Quero crer que seja uma habilidade, e não um dom… Torço para que a paciência seja possível de ser desenvolvida. Porque assim, ainda terei alguma chance de não passar o resto da minha vida passando raiva e pegando ar.

Já sei… Vou procurar tutoriais online sobre isso: “Como desenvolver sua paciência em 10 dias”. Ou então: “Seja paciente você também”. Hoje em dia, tem tutorial para tudo, não é mesmo? Pode ser que exista a solução em cápsulas, será? “Pílula da paciência: você zen em apenas 30 doses”. Olha que satisfação! Afinal, vendem magia para tantos problemas, porque não para a fonte da maioria deles? Vou procurar!

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Blindar-se para não sentir

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Não sei quantas vezes eu repeli as pessoas para não sentir. Já perdi as contas (mas eu nunca fui boa de conta mesmo). É possível simplesmente não sentir? Quando tento, surge um sentimento insosso que causa um motim das minhas emoções subjugadas… É o caos! Especialmente porque eu sempre senti tudo com muito mais intensidade do que gostaria.

Já cogitei me encasular como uma borboleta. Realmente “fechar para balanço”, como dizem, sabe? Mas então retomo a consciência e me convenço de que me isolar numa redoma não funcionaria… Pelo menos não para mim. A rebelião interna seria muito mais avassaladora do que qualquer novidade externa. O preço seria alto demais. E esse fenômeno de sentir demais, creio que seja irremediável.

Convenhamos, nós não sabemos lidar com sentimentos! Nós não compreendemos nem os nossos, muito menos os dos outros. Alguém te ensinou a lidar com seus sentimentos? Não, né? Nós aprendemos sobre Logaritmos, mas não aprendemos sobre isso – e até hoje eu nunca usei o fofo do Log. Mas não se preocupe, pois está confirmado que eu vou passar o resto da minha vida testando diversas teorias sobre como lidar com os sentimentos.

Antigamente, eu transbordava toda essa exorbitância sentimental através da dança. Hoje, embora a música ainda tenha esse poder de me fazer viajar em movimentos, eu escrevo muito mais do que danço. Feche os olhos e dance livremente. Isso gera uma mistura de leveza, conexão, frenesi… É surreal! Mas pode ser que você sinta isso pintando, meditando, cantando, correndo, nadando… São infinitas as possibilidades! Descubra o que provoca essa sensação em você!

Seja dançando ou escrevendo, vou continuar extravasando as minhas emoções por aí… O que aqui dentro é caos, aí fora é crônica!

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