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Maria Antonieta, eu e a estampa Toile de Jouy…

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Sou apaixonada MESMO pela estampa TOILE DE JOUY. Quando chegamos na França, só pensava em visitar a pequena cidade de Jouy en Josas, no interior. Estávamos em Paris, pegamos um trem e descemos em Versalhes onde fica o famoso Palácio.

Pegamos outro trem que nos levou à um lugar que mais parecia um cartão postal: JOUY EN JOSAS! Que paisagem bucólica. Cercada de bosques, fomos caminhando encantados, quando então vimos a placa MUSÈE OBERKAMPF! Fundado em 1760 com a finalidade de estampar, em tecidos de algodão, cenas campestres, pueris e infantis que remetiam ao  cotidiano francês.

Com o passar do tempo, surgiram  desenhos patrióticos e também da fauna e flora regionais. No início, usavam a técnica com carimbos de madeira, de forma artesanal. Através da nova direção do engenheiro Oberkampk, a fábrica começou a usar cilindros de cobre. Chegou a receber o premio Manufacture Royale das mãos de Napoleão Bonaparte.

Hoje, num belíssimo palacete se encontra a história dessa estampa que chegou para ficar. Maria Antonieta foi uma das maiores divulgadoras e apaixonadas por TOILE DE JOUY, pois ordenou que em todas as paredes e cortinas do palácio fossem retradas cenas do cotidiano da vida da realeza.

Essa estampa virou febre na aristocracia francesa. Apesar do estilo clássico provençal, Toile de Jouy valoriza a decoração de suites de casal, quartos infantis, casas de chá e lojas femininas, podendo ser mesclado com listras finas e xadrezes miúdos. Não tem erro. Elegante e atemporal.

Inspiração também para estilistas como Roberto Cavalli, Christian Dior e outros. Vale a pena apostar nessa ideia. Acredite!

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2 Comentários

2 Comments

  1. Fernanda Sá

    20 de agosto de 2019 em 14:24

    Muito grata pelos fatos históricos que você traz, Ana. Muito enriquecedor!

  2. Graça Sá

    20 de agosto de 2019 em 16:21

    Bastante enriquecedor o seu texto, não só como você narra os locais visitados , assim como ilustra de forma plena e elegante. Parabéns e obrigada pelas excelentes informações, amei!

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Cores de Patrícia Guild

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Amo os TECIDOS da DESIGNERS GUILD desde quando conheci e será para sempre. TRICIA GUILD, como é chamada, fundou sua empresa em Londres na década de 70, portanto, está completando 50 anos de existência. “Brand” de Sucesso!

Tudo começou com inspiração no movimento comportamental coletivo de contracultura chamado HIPPIE que ressurgiu nos Estados Unidos e atingiu a Europa, ficando conhecido como “Peace and Love”. Também suas viagens para a Índia e Itália. Tudo que vê inspira a Designer de Interiores que um dia, não encontrando o Tecido que pensou para seu projeto, começou criar suas próprias estampas.

Conhecida pelo uso abundante das cores complementares. Tudo bem pensado, é claro! Sua irreverência no mix da paleta de cores desconstruu o óbvio na combinação cromática dos Tecidos para Decoração. Sensacional. Observe.

A loja de Paris é incrível, novidades e tendências por todo lado adorei o espaço. Outros produtos da marca também são desenvolvidos, como tapetes, papel de parede e acessórios. Tudo isso faz parte desse universo de cores, tramas e texturas. Sua matriz fica em Londres.

Também no Brasil grandes lojas de Tecidos para Decoração representam a marca. Ah, muitos livros editados. E também já criou uma coleção em homenagem a Queen Elizabeth. Você sabia que a Designers Guild tem parceria com Ralph Lauren e Christian Lacroix?

Vamos aproveitar e mãos a obra vamos colorir nossa sala, quarto, varanda com almofadas e novos estofamentos ou capas. Um toque ousado é sempre bem-vindo. Alegra o ambiente onde vivemos e convivemos diariamente. Veja algumas sugestões e lance sua própria Ideia.

Parabéns Tricia Guild pelos 50 Anos de criação, inovação e alto nível de qualidade. Assim vejo os Tecidos da DESIGNERS GUILD. Acredite!

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Rendas, rendas e mais rendas

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Vamos começar falando das belíssimas Rendas que existem por aí: Renascença, Irlandesa, Filé, Bilro…

A Renda é um Tecido vazado de malha aberta formando desenhos entrelaçados com fios de seda, linho, algodão e outros fios. Essa técnica surgiu no Oriente chegando no Ocidente no século XVI. É usada na Moda, Decoração e Paramentos litúrgicos. Considerada um dos trabalhos artesanais mais antigos e elaborados que existem.

Dois elementos são muito importantes na sua confecção: o Motivo que é o risco e o Fundo que mantém o desenho unido. Brugge, na Bélgica, conhecida como a “Veneza do Norte” possui um intenso comércio têxtil na Europa na indústria da moda na manufatura de Rendas chamando atenção mundial. A cidade é conhecida como o “Berço das Rendas”. Claro que me encantei com as Rendas que vi em Brugge!

Existem mais de 1500 tipos de Renda, inclusive mescladas com fios de Ouro e Prata. Citando algumas que existem no Brasil, temos a Renda Renascença que é uma técnica originária de Veneza, na Itália, que chegou em Pernambuco através das freiras europeias nos conventos e colégios internos. Trabalho artesanal de bordado executado a partir de um desenho no Tecido com linha, agulha e lacê. Trabalho passado de mãe para filha para confecção de toalhas de mesa, guardanapos, lençóis ,etc. A elaboração das peças é bastante demorada.

Já a Renda Irlandesa tem textura, relevo, detalhes e sinuosidades no desenho que resultam num trabalho original e sofisticado. Preservando a tradição dos irlandeses que aqui estiveram. Em Sergipe, na cidade de Divina Pastora, existe uma associação cujo o trabalho foi reconhecido em 2008 como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Segundo pesquisa do professor Jorge Amaral na sua tese de doutorado no Rio de Janeiro.

Você sabia que o Brasil exporta Rendas para sete países da América, Europa e Ásia? Sensacional, não acha? Vamos aproveitar o verão e usar Rendas nas almofadas, cortinas, colchas de cama, toalhas de mesa, fica tão leve o ambiente. São detalhes que fazem toda a diferença e também valorizando nosso artesanato. É tendência. Na Moda, tem cada vestido de Renda maravilhoso. Acredite!

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Feliz Ano Novo!

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O termo Reveillon surgiu na França no século XVII. Representava as maravilhosas festas da nobreza que duravam a noite toda.

Com o  passar do tempo o termo foi adaptado para festa do Ano Novo que significava “acordar ” em francês.

No Brasil, também adotaram o nome mas o sincretismo religioso fez com que surgissem novos costumes, comidas e personagens para comemorar a chegada do novo ano.

Dizem que é bom usar roupa vermelha  porque atrai paixão, amarelo muito dinheiro e que o verde traz esperança de dias melhores, mas a queridinha das festas de Ano Novo é o BRANCO! É renovação ! Atrai boas energias.

Virou tradição  no Reveillon de Copacabana usar branco. Esse ano vai esperam receber  2 milhões de pessoas de todo planeta. Tudo começou nos anos 70 quando os seguidires do Candomblé iam para as praias mergulhar, pular 7 ondas e enviar oferendas para a Rainha do Mar nossa querida Iemanjá.

Em todo litoral do Brasil, principalmente em Salvador, podemos ver um show de beleza ! Muitos fogos comemorando a chegada do Ano Novo que chamamos de Reveillon. Desejo  muita alegria, paz  e esperança de que Tudo Vai Dar Certo. Acredite !

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